09-28-2011, 04:04 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 09-28-2011, 04:40 PM por PrimAGen.)
[quote name='golden_FATBOY' timestamp='1317231964' post='2634074']
na minha opinião, não é só esquema de cores que faz uma ilustração sombria cara
esse desenho ae principalmente tá bem infantil
esse estilo parecido com mangá não vende a idéia que você tá querendo passar
[/quote]
Eu também pensava como você até conhecer os desenhos de Antoine de Saint-Exupéry, o escritor de O Pequeno Príncipe (um clássico infantil famoso no mundo todo que estebeleceu um vínculo direto com o mundo adulto, quebrando paradigmas e dando um show de entendimento humano).
Se você não leu ainda, leia. A infantilidade do livro morre quando você lê as primeiras linhas e, depois delas, você entende que adultos e crianças andam lado a lado em mundos que se chocam a todo tempo.
![[Imagem: 241973-pequeno-principe2.jpg]](https://cdn1.mundodastribos.com/241973-pequeno-principe2.jpg)
Ninguém imaginaria que essa aquarela banal
(feita por Exupéry) se tornaria sinônima de
genialidade e espontaneidade.
Então, descobri que a arte assume um contexto diverso dependendo da ótica de cada artista/escritor.
O que é para um, pode não ser para outro. Isso varia muito. O que faz a diferença é como a ideia é trabalhada em harmonia com a essência da trama. A ideia e a essência costumam criar um Universo lúdico que se completa, de forma harmônica ou não, na medida em que você cria.
Os processos criativos, na medida em que acontecem, costumam estabelecer certas regras que estão fora da vontade do criador. É quando as histórias criam vida. E, quando isso acontece, ou o artista segue essa linha, ou ele sai fora do contexto. A escolha correta fará uma excelente ou decepcionante história.
Não é exatamente uma questão de venda. É uma questão de sentimentos. É isso que norteia os clássicos.
Eu não gosto das histórias de hoje porque elas não possuem mais o espírito dos escritores de antigamente. As pessoas pensam que podem prever o sucesso ou o fracasso de uma obra de acordo com o desempenho de outra(s). Isso, na verdade, conduz à mesmice. É por isso que, hoje em dia, os filmes, os livros, os desenhos, todos têm a mesma noção de composição. E, por isso, na grande maioria, são ruins.
Desenhos cheios de filosofia e antropologia como o próprio O Pequeno Príncipe não existem mais. As pessoas pensam em vender apenas. Elas não pensam em vender e deixar um legado.
Mas, isso é subjetivismo. E é isso que define uma obra, seja ela qual for.
. . .
Eu jamais colocaria alguma ilustração da minha história aqui. Como elas serão ou o que serão é um segredo inerente do enredo até que se publique. E essa daí não faz parte da história. É só um mangá qualquer que usei para treinar expressividade e cabelo.
na minha opinião, não é só esquema de cores que faz uma ilustração sombria cara
esse desenho ae principalmente tá bem infantil
esse estilo parecido com mangá não vende a idéia que você tá querendo passar
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Eu também pensava como você até conhecer os desenhos de Antoine de Saint-Exupéry, o escritor de O Pequeno Príncipe (um clássico infantil famoso no mundo todo que estebeleceu um vínculo direto com o mundo adulto, quebrando paradigmas e dando um show de entendimento humano).
Se você não leu ainda, leia. A infantilidade do livro morre quando você lê as primeiras linhas e, depois delas, você entende que adultos e crianças andam lado a lado em mundos que se chocam a todo tempo.
![[Imagem: 241973-pequeno-principe2.jpg]](https://cdn1.mundodastribos.com/241973-pequeno-principe2.jpg)
Ninguém imaginaria que essa aquarela banal
(feita por Exupéry) se tornaria sinônima de
genialidade e espontaneidade.
Então, descobri que a arte assume um contexto diverso dependendo da ótica de cada artista/escritor.
O que é para um, pode não ser para outro. Isso varia muito. O que faz a diferença é como a ideia é trabalhada em harmonia com a essência da trama. A ideia e a essência costumam criar um Universo lúdico que se completa, de forma harmônica ou não, na medida em que você cria.
Os processos criativos, na medida em que acontecem, costumam estabelecer certas regras que estão fora da vontade do criador. É quando as histórias criam vida. E, quando isso acontece, ou o artista segue essa linha, ou ele sai fora do contexto. A escolha correta fará uma excelente ou decepcionante história.
Não é exatamente uma questão de venda. É uma questão de sentimentos. É isso que norteia os clássicos.
Eu não gosto das histórias de hoje porque elas não possuem mais o espírito dos escritores de antigamente. As pessoas pensam que podem prever o sucesso ou o fracasso de uma obra de acordo com o desempenho de outra(s). Isso, na verdade, conduz à mesmice. É por isso que, hoje em dia, os filmes, os livros, os desenhos, todos têm a mesma noção de composição. E, por isso, na grande maioria, são ruins.
Desenhos cheios de filosofia e antropologia como o próprio O Pequeno Príncipe não existem mais. As pessoas pensam em vender apenas. Elas não pensam em vender e deixar um legado.
Mas, isso é subjetivismo. E é isso que define uma obra, seja ela qual for.
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Eu jamais colocaria alguma ilustração da minha história aqui. Como elas serão ou o que serão é um segredo inerente do enredo até que se publique. E essa daí não faz parte da história. É só um mangá qualquer que usei para treinar expressividade e cabelo.
![[Imagem: AJEkgLo.png]](http://i.imgur.com/AJEkgLo.png)
"Monstros são reais e fantasmas são reais também. Vivem dentro de nós e, às vezes, vencem."
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