10-10-2011, 12:39 AM
[quote name='Dkafamus' timestamp='1317902218' post='2641080']
E ae, blz?
Seguinte, eu to jogando uma mesa com amigos (D&D 3.5) e acaba pintando as dúvidas de interpretação, mais pelo fato de eu estar usando um paladino. Eu sei que paladino é bondoso e uma alma caridosa, mas isso não significa que ele é um bunda mole, na minha opinião.
É que ontem a gente se deparou com uma situação que o DM e +1 membro do grupo discordaram de mim. A gente estava enfrentando orcs, e matamos 7 de 8 (o último se rendeu). Eu simplesmente guardei a espada. Eles dizem que nós (o ladino e o guerreiro arqueiro) atacamos primeiro, porém eu sou um paladino, eu não curto o mal, e eu sei que os orcs já haviam destruido outras vilas próximas. Quando ele se rendeu, eu concordo que eu não poderia ter dito que ele ia viver em troca de informações e matar ele assim que eu pegar essas infos, mas eu peguei e dei um golpe de misericórdia quando eu vi que o grupo começou a torturar o orc em troca de informação (e o mestre querendo me fuder, pra deixar o grupo torturar botando DR em coup de grace).
Sob o meu ponto de vista, o orc é perigoso (senão agora, mais pra frente), além de ser mal, ele provavelmente matou muita gente, o que serve como punição. Além do que, é muito mais misericordioso deixar matar rapidamente uma criatura maligna que atacou o grupo do que deixar ela sair fora para viver outro dia (estou cooptando com o mal, dessa forma, deixando ele escapar).
/Comofais?
[/quote]
sua conduta deveria ter sido, ordenar que parassem
se negado
matar o orc (uma vez que estivessem confirmados os atos criminosos e a malevolência do mesmo)
mas discordo desta impressão de que o paladino tinha que ter partido pra cima dos companheiros.
o paladino tem que ser leal, bom, etc, mas tem uma diferença entre bravura/valor e burrice.
ele, na minha opinião, não cai em uma briga que ele sabe que ele vai perder pois ele sabe que, enquanto vivo, será muito mais útil à seu deus e sua causa do que morto à tôa.
MAAAS, se seus companheiros não ouviram seus pedidos para que parassem, nem se arrependeram formalmente do que fizeram, você como paladino, teria a obrigação moral de se retirar da compania deles.
E se fosse uma criatura boa que eles estivessem torturando, você deveria sair, chamar reforços em seu templo ou com os representantes da lei na região e aí sim cair em cima deles.
é essa minha opinião.
ps: têm fatores que mudam esta conjunctura...
se as leis e a cultura do cenário no qual estão jogando não vê a tortura de criaturas más (principalmente no intento de evitar mais males) uma coisa condenável e desonrosa, não há porque o paladino não poder praticá-la. As definições de moralidade e a legalidade de certas condutas mudam dependendo da cultura ou da moralidade da sociedade da região.
E ae, blz?
Seguinte, eu to jogando uma mesa com amigos (D&D 3.5) e acaba pintando as dúvidas de interpretação, mais pelo fato de eu estar usando um paladino. Eu sei que paladino é bondoso e uma alma caridosa, mas isso não significa que ele é um bunda mole, na minha opinião.
É que ontem a gente se deparou com uma situação que o DM e +1 membro do grupo discordaram de mim. A gente estava enfrentando orcs, e matamos 7 de 8 (o último se rendeu). Eu simplesmente guardei a espada. Eles dizem que nós (o ladino e o guerreiro arqueiro) atacamos primeiro, porém eu sou um paladino, eu não curto o mal, e eu sei que os orcs já haviam destruido outras vilas próximas. Quando ele se rendeu, eu concordo que eu não poderia ter dito que ele ia viver em troca de informações e matar ele assim que eu pegar essas infos, mas eu peguei e dei um golpe de misericórdia quando eu vi que o grupo começou a torturar o orc em troca de informação (e o mestre querendo me fuder, pra deixar o grupo torturar botando DR em coup de grace).
Sob o meu ponto de vista, o orc é perigoso (senão agora, mais pra frente), além de ser mal, ele provavelmente matou muita gente, o que serve como punição. Além do que, é muito mais misericordioso deixar matar rapidamente uma criatura maligna que atacou o grupo do que deixar ela sair fora para viver outro dia (estou cooptando com o mal, dessa forma, deixando ele escapar).
/Comofais?
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sua conduta deveria ter sido, ordenar que parassem
se negado
matar o orc (uma vez que estivessem confirmados os atos criminosos e a malevolência do mesmo)
mas discordo desta impressão de que o paladino tinha que ter partido pra cima dos companheiros.
o paladino tem que ser leal, bom, etc, mas tem uma diferença entre bravura/valor e burrice.
ele, na minha opinião, não cai em uma briga que ele sabe que ele vai perder pois ele sabe que, enquanto vivo, será muito mais útil à seu deus e sua causa do que morto à tôa.
MAAAS, se seus companheiros não ouviram seus pedidos para que parassem, nem se arrependeram formalmente do que fizeram, você como paladino, teria a obrigação moral de se retirar da compania deles.
E se fosse uma criatura boa que eles estivessem torturando, você deveria sair, chamar reforços em seu templo ou com os representantes da lei na região e aí sim cair em cima deles.
é essa minha opinião.
ps: têm fatores que mudam esta conjunctura...
se as leis e a cultura do cenário no qual estão jogando não vê a tortura de criaturas más (principalmente no intento de evitar mais males) uma coisa condenável e desonrosa, não há porque o paladino não poder praticá-la. As definições de moralidade e a legalidade de certas condutas mudam dependendo da cultura ou da moralidade da sociedade da região.
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