08-26-2015, 10:15 AM
[quote name='pivA' timestamp='1440184144' post='3353749']
Ué, se esse salário for o que inicia o primeiro quartil da população brasileira por definição estatística seria sim a classe média, as pessoas que estão entre 25% e 75% da população. Só não sei como é feita a definição de classe média em outros países, pode ser tanto por riqueza (o que aí talvez seja o que o nosso IBGE tenha feito) como por outros fatores mais subjetivos como: porcentagem de educação superior, qualificação profissional, ser dono de bens duráveis (carros/casas) e assim vai.
Eu acredito que o IBGE/Governo tenha partido puramente para a divisão estatística dos quartis intermediários, aí esse número não me parece tão absurdo dada a desigualdade extrema de renda no Brasil (o que causa DIVERSOS outros problemas).
[/quote]
Opa... esse post me passou despercebido.
O problema é justamente esse. O governo redefiniu o termo 'classe média', e joga com a confusão terminológica.
Classe Média nunca foi a média da população. Caso fosse, não faria sentido dizer que os EUA são um país de classe média, ou que o Brasil tem uma 'nova classe média'. Todos os países do mundo seriam, por definição, países com maioria de classe média.
Classe Média basicamente significa 'classe C'. Se temos A, B, C, D e E, então naturalmente o C é a classe do meio. Porém, evidentemente, qual o patamar de poder aquisitivo das classes define melhor aquilo do que falamos.
É aí que entra o ridículo do governo definir como Classe C uma renda de menos de 300 reais por pessoa, o que não só descabido, como é feito propositadamente para assegurar que as pessoas pensem que houve uma ascenção social muito maior do que ocorreu na prática.
Essa é a crítica.
Ué, se esse salário for o que inicia o primeiro quartil da população brasileira por definição estatística seria sim a classe média, as pessoas que estão entre 25% e 75% da população. Só não sei como é feita a definição de classe média em outros países, pode ser tanto por riqueza (o que aí talvez seja o que o nosso IBGE tenha feito) como por outros fatores mais subjetivos como: porcentagem de educação superior, qualificação profissional, ser dono de bens duráveis (carros/casas) e assim vai.
Eu acredito que o IBGE/Governo tenha partido puramente para a divisão estatística dos quartis intermediários, aí esse número não me parece tão absurdo dada a desigualdade extrema de renda no Brasil (o que causa DIVERSOS outros problemas).
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Opa... esse post me passou despercebido.
O problema é justamente esse. O governo redefiniu o termo 'classe média', e joga com a confusão terminológica.
Classe Média nunca foi a média da população. Caso fosse, não faria sentido dizer que os EUA são um país de classe média, ou que o Brasil tem uma 'nova classe média'. Todos os países do mundo seriam, por definição, países com maioria de classe média.
Classe Média basicamente significa 'classe C'. Se temos A, B, C, D e E, então naturalmente o C é a classe do meio. Porém, evidentemente, qual o patamar de poder aquisitivo das classes define melhor aquilo do que falamos.
É aí que entra o ridículo do governo definir como Classe C uma renda de menos de 300 reais por pessoa, o que não só descabido, como é feito propositadamente para assegurar que as pessoas pensem que houve uma ascenção social muito maior do que ocorreu na prática.
Essa é a crítica.

