04-16-2016, 10:12 PM
Para a galera que gosta de entender as questões. Muito boa a análise da pesquisadora, a discussão vai além do impeachment.
Tem vídeo no link.
[url="http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/226366/Tentativa-de-golpe-legitima-discurso-de-%C3%B3dio-no-Brasil-diz-pesquisadora.htm"]http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/226366/Tentativa-de-golpe-legitima-discurso-de-%C3%B3dio-no-Brasil-diz-pesquisadora.htm[/url]
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Tem vídeo no link.
Citar:Para Patricia Schor, pesquisadora da Universidade de Utrecht, na Holanda, e especialista em pós-colonialismo e racismo, a investida da direita contra a presidente Dilma Rousseff tem legitimado violências simbólicas e discursos de ódio como misoginia e racismo no Brasil; para ela, o que está em curso no Brasil é um golpe "porque não há crime; "Não há base legal, não há crime estabelecido, mas isso fica uma questão subsidiária dentro desse clima instituído de terror", afirmou; brasileiros contrários ao golpe fizeram protestos na Holanda
16 de Abril de 2016 às 08:43
Carolina de Assis, do Opera Mundi - Para Patricia Schor, pesquisadora da Universidade de Utrecht, na Holanda, e especialista em pós-colonialismo e racismo, a investida da direita contra a presidente Dilma Rousseff, que culminou no processo de impeachment em curso contra a líder brasileira, tem legitimado violências simbólicas e discursos de ódio como misoginia e racismo no Brasil.
Em entrevista a Opera Mundi nesta sexta-feira (15/04), Schor afirma que o combate a tais discursos, realizado há décadas por movimentos sociais, apenas começou a entrar nas políticas públicas do país com os avanços dos últimos 13 anos em relação aos direitos da população negra, de mulheres, de pessoas LGBT e de outras minorias sociais. Para a pesquisadora, a possível vitória do impeachment no próximo domingo (17/04) seria um "retrocesso" e uma "vitória da injustiça e do vale-tudo frente às populações marginalizadas".
A pesquisadora diz ter observado o fortalecimento de discursos como "a justificação da violência misógina, racista e de classe no Brasil" nos últimos anos. Tais discursos "sempre existiram e foram muito visíveis a populações periféricas, mas agora há certa convicção de falar isso de maneira retumbante, de dar voz a esse posicionamento, e daí para políticas e práticas é um pulo", acredita Schor.
Na Holanda, onde vive há 24 anos, ela é uma das articuladoras do movimento de expatriados brasileiros contrários ao impedimento da presidente Dilma. "Foi muito bom essas pessoas se encontrarem", diz Schor sobre os encontros semanais que têm acontecido em Amsterdã, capital holandesa, desde o dia 31 de março. "Dá muita angústia acompanhar o que está acontecendo de longe. Há brasileiros ou gente preocupada com o Brasil se manifestando também em outros lugares do mundo e é bom fazer parte desse movimento."
Para a pesquisadora, o que está em curso no Brasil é um golpe "porque não há crime. Porque há uma instituição organizada, o establishment, que é a mídia corporativa, o capital, a religiosidade conservadora e fundamentalista, grandes poderes organizados pra derrubar uma instituição democrática. Não há base legal, não há crime estabelecido, mas isso fica uma questão subsidiária dentro desse clima instituído de terror", acredita.
Nos encontros realizados no Teatro Muganga, propriedade de dois brasileiros também moradores de Amsterdã, expatriados e holandeses debatem questões históricas e sociais e assistem a vídeos e filmes que ajudam a elucidar o momento atual no Brasil. Em praça pública, brasileiros na capital holandesa contra o impeachment têm se reunido aos domingos com faixas (em português, inglês e holandês), fazendo música e conversando com turistas – brasileiros e de outras nacionalidades – e holandeses para multiplicar o grito de "não vai ter golpe".
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[size="4"]“ [/size][size="3"]Os lugares onde vivem os poderosos são insalubres demais para o homem do povo[/size][size="4"] ”[/size]

