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[História] O Estupro de Nanquim e atrocidades japonesas da WWII +18
#41
É guerra, todos os lados fazem merdas e atrocidades, sendo que o lado vencedor tem o direito de contar a história do jeito que quer para o restante do mundo (marketing).



Tu acha que quando os Americanos e Russos invadiram a Alemanha chegaram como o exército da libertação? Foi um estupro massivo de mulheres lá também, inclusive uma quantidade significativa de alemãs se suicidaram com receio de serem alvo sistemático de estupros pelos americanos e russos (vi esse dado, acho que foram uns 200k de suicídios em um único dia, não lembro ao certo). Os Russos estupraram e mataram muito lá na Alemanha.



Em relação ao tópico, tem muita coisa fake claro, mas tem que levar em consideração que 22 milhões de pessoas na China, não é nada.
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#42
Esse papo de "história é contada pelos vencedores" é a falácia mais utilizada por revisionistas para justificar todo o tipo de babaquice como negação do holocausto e outras merda.

Obviamente que logo depois do evento a propaganda oficial dos vitoriosos mostra só um lado da história mas com o tempo a historiografia vai elucidando pelo menos nas democracias, ainda mais quando o assunto é a WWII, que com certeza é o evento histórico mais estudado da história. 1984 é um livro muito bom, mas ainda está bem longe da nossa realidade, até porque se fosse nem estaríamos discutindo história aqui,



E os russos sim estupraram milhares de alemãs, mas mesmo eles sendo o lado vencedor, todo mundo sabe disso. Como sabem que os americanos/britânicos/franceses também, só que numa escala muito menor que os russos.


[color="#CC0000"]... und keiner sieht die Tränen ...[/color]
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#43
Bom tópico, boa Góris.


"A vida é boa, mas é injusta." - Marcelo Nova
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#44
[quote name='Vinland' timestamp='1439232794' post='3350352']

Se vc n é economista, deve ser de adm então. Acho que dai surgem essas diferenças. O mesmo EUA que é (ou foi) a menina dos olhos do liberalismo econômico é os EUA que, para mim, criou o devido processo legal, ativismo judicial, fundamentação moral de direitos humanos, controle de constitucionalidade, etc. A cultura de proteção ao indivíduo e liberdade lá é um sonho distante do que acontece aqui, onde tortura, mandado de busca e apreensão coletivo em favela, validação de prova ilícita, etc. são aceitos corriqueiramente.



Minha mãe é católica, mas acredita em signos, reencarnação, espíritos, etc. Talvez minhas posições ideológicas sejam um samba do criolo doido parecido huahua. Minha lavagem cerebral foi mais no liberalismo social e político, então é capaz que fale/ache muita merda no aspecto econômico.

[/quote]

Desenvolvedor. Mas tenho meu próprio negócio, então acho que posos me encaixar um pouco em adm.



E eu também sou fascinado por tudo que você falou dos EUA. E um pouco atrás, com a Inglaterra também.



A questão é que eu não consigo dissociar uma coisa da outra. E o próprio EUA é exemplo disso. Eu acredito que algums coisas tenham piorado da fundação pra cá (e outras melhorado, claro), e isso sempre acompanhou a economia. Talvez, hoje, os EUA não sejam tão respeitosos em alguns aspectos que voce citou como já foi ou como queriam que fosse quando fundado. Assim como os EUA, que passaram a maior parte da história entre a primeira e terceira economia mais aberta do mundo e hoje é a 12ª. Muito melhor que o Brasil, claro, nos dois aspectos.



Voce não pode achar que o governo não tem autoridade pra se meter se gays devem ou nao casar ou se pessoas devem ou não fumar maconha em casa, mas que ele pode se meter em relações comerciais voluntárias, que deve definir o minimo que uma pessoa pode pagar pra outra, ou dizer como um contrato deve ser redigido. Voce não consegue cortar um lado sem cortar o outro.



Os EUA foram fundados com ideias muito claras sobre o papel do governo. E dentro dos direitos que locke defendia, que voce defende e que eu defendo. Direitos: liberdade, vida e propriedade.
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#45
[quote name='Pestilence' timestamp='1439237045' post='3350372']

Esse papo de "história é contada pelos vencedores" é a falácia mais utilizada por revisionistas para justificar todo o tipo de babaquice como negação do holocausto e outras merda.

Obviamente que logo depois do evento a propaganda oficial dos vitoriosos mostra só um lado da história mas com o tempo a historiografia vai elucidando pelo menos nas democracias, ainda mais quando o assunto é a WWII, que com certeza é o evento histórico mais estudado da história. 1984 é um livro muito bom, mas ainda está bem longe da nossa realidade, até porque se fosse nem estaríamos discutindo história aqui,



E os russos sim estupraram milhares de alemãs, mas mesmo eles sendo o lado vencedor, todo mundo sabe disso. Como sabem que os americanos/britânicos/franceses também, só que numa escala muito menor que os russos.

[/quote]

A questão não é como a história é contada, mas sim [u]qual história contada chega até você.[/u]



A sua afirmação de que os americanos/britânicos/franceses estupraram em uma "escala menor" já mostra a preconcepção que foi construída ao longo de anos de propaganda de que os aliados não eram tão "filhos da puta" quanto o restante. Americano/britanico/Frances estuprava tanto quanto os Russos, agora se considerar números absolutos óbvio que os Russos ganham, o contingente era o ponto forte deles, logo tinham mais pessoas com disposição para estuprar proporcionalmente falando, além é claro das peculiaridades geográficas das campanhas que devem ser levadas em consideração, e não porque os murica e os brit eram "bonzinhos".



E não é questão de mostrar um lado da história, e sim você ser bombardeado com apenas um lado da história, que no contexto geral, óbvio que cria um preconceito, ainda que você não queira admitir.
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#46
[quote name='Vinland' timestamp='1439214690' post='3350291']Eu acho q não é decorrência de exército, porque se em conflito direto (com dispêndio de recursos - bombas, munição, etc.) conseguiram matar 22 milhões de combatentes, como matariam o mesmo número de civis? A conta não fecha.[/quote]

Imagina o seguinte.

Tem uma batalha, 100 mil soldados japoneses contra 100 mil soldados chineses.

30 mil chineses morrem e 10 mil japoneses morrem.

Soma da batalha 50 mil.



Os chineses se rendem e os japoneses matam todos os 70 mil soldados que se renderam.



Ou seja, só nesse exemplo, há mais mortes sem haver batalhas que por guerra.



Depois, os japoneses, com a desculpa de procurar soldados escondidos, entram em casa por casa de uma cidade com 500 mil habitantes. Se encontram um soldado, eles matam. Se encontram uma mulher, eles estupram. Se o marido da mulher não deixa ela ser estuprada, eles matam ele e ela. Depois de um tempo, após terem assassinado todos os soldados rendidos, os japoneses decidem que ainda querem sangue, voltam matando qualquer um que não pareça legal, que olhe feio, que ande esquisito... Começam a estuprar mulheres, idodas, crianças.. Nisso, casa por casa, 150 mil pessoas morrem durante 45 dias mais os soldados, dá uns 220 mil.



Nisso, falta água, falta comida, gente que apanhou dos japoneses mas não foi morta não tem comida, bebida ou remédio e morre por motivos idiotas. Logo, 300 mil pessoas morrem.





Ou, num exemplo mais simples, imagine que vc more no Rio de Janeiro e todos os traficantes decidam invadir Copacabana e rendam a polícia. Acha que em 45 dias eles não poderiam matar 300 mil pessoas?


Xbox One: Jogando Skyrim
PC: Jogando Civilization
Celular: Jogando Fantasy Defense - O jogo sumiu de meu celuar e da Playstore!
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#47
[quote name='FelipeFLU' timestamp='1439241875' post='3350391']

Desenvolvedor. Mas tenho meu próprio negócio, então acho que posos me encaixar um pouco em adm.



E eu também sou fascinado por tudo que você falou dos EUA. E um pouco atrás, com a Inglaterra também.



A questão é que eu não consigo dissociar uma coisa da outra. E o próprio EUA é exemplo disso. Eu acredito que algums coisas tenham piorado da fundação pra cá (e outras melhorado, claro), e isso sempre acompanhou a economia. Talvez, hoje, os EUA não sejam tão respeitosos em alguns aspectos que voce citou como já foi ou como queriam que fosse quando fundado. Assim como os EUA, que passaram a maior parte da história entre a primeira e terceira economia mais aberta do mundo e hoje é a 12ª. Muito melhor que o Brasil, claro, nos dois aspectos.



Voce não pode achar que o governo não tem autoridade pra se meter se gays devem ou nao casar ou se pessoas devem ou não fumar maconha em casa, mas que ele pode se meter em relações comerciais voluntárias, que deve definir o minimo que uma pessoa pode pagar pra outra, ou dizer como um contrato deve ser redigido. Voce não consegue cortar um lado sem cortar o outro.



Os EUA foram fundados com ideias muito claras sobre o papel do governo. E dentro dos direitos que locke defendia, que voce defende e que eu defendo. Direitos: liberdade, vida e propriedade.

[/quote]



É pressuposto desses pensadores que todos os homens são criados iguais e têm oportunidades iguais. Os EUA tiveram um desenvolvimento diferenciado, principalmente em relação ao pequeno proprietário e o acesso à terra.



No Brasil, infelizmente, sempre buscou-se perpetuar privilégios, basta ver a diferença dos imigrantes brasileiros x os americanos. Nossa lei de terras impossibilitava que um indivíduo tivesse acesso à propriedade privada. Isso se repete hoje (até mesmo com sufocamento de pequenos empresários por carga tributária, por exemplo) o que gera desvios que, infelizmente, não enxergo outra solução que não uma atuação positiva do Estado. Afinal não tem sentido vc falar em liberdade de contratar quando só um dos lados detém todo o poder de barganha na relação.



Concordo contigo que as liberdades estão interligadas. É bem próximo do que o Amartya Sen fala (Desenvolvimento como liberdade), mas eu, como ele, entendo que deve haver uma intervenção ativa para fomentar essas liberdades (https://en.wikipedia.org/wiki/Equality_of_autonomy). Acho que aqui residem nossas diferenças ideológicas <img src='http://forum.hangarnet.com.br/public/style_emoticons/<#EMO_DIR#>/confiante.jpg' class='bbc_emoticon' alt=':mmconfiante:' /> .



Uma dúvida: a tendência moderna é capaz vez mais empresas fundirem e se concentrarem (me parece tendência natural do capitalismo. No futuro tudo pertencerá à Walt Disney e Amazon). Isso é liberalismo econômico ou o Estado precisaria intervir?



Responder
#48
[quote name='Vinland' timestamp='1439244388' post='3350408']

É pressuposto desses pensadores que todos os homens são criados iguais e têm oportunidades iguais. Os EUA tiveram um desenvolvimento diferenciado, principalmente em relação ao pequeno proprietário e o acesso à terra.



No Brasil, infelizmente, sempre buscou-se perpetuar privilégios, basta ver a diferença dos imigrantes brasileiros x os americanos. Nossa lei de terras impossibilitava que um indivíduo tivesse acesso à propriedade privada. Isso se repete hoje (até mesmo com sufocamento de pequenos empresários por carga tributária, por exemplo) o que gera desvios que, infelizmente, não enxergo outra solução que não uma atuação positiva do Estado. Afinal não tem sentido vc falar em liberdade de contratar quando só um dos lados detém todo o poder de barganha na relação.



Concordo contigo que as liberdades estão interligadas. É bem próximo do que o Amartya Sen fala (Desenvolvimento como liberdade), mas eu, como ele, entendo que deve haver uma intervenção ativa para fomentar essas liberdades (https://en.wikipedia.org/wiki/Equality_of_autonomy). Acho que aqui residem nossas diferenças ideológicas <img src='http://forum.hangarnet.com.br/public/style_emoticons/<#EMO_DIR#>/confiante.jpg' class='bbc_emoticon' alt=':mmconfiante:' /> .

[/quote]

Eu sou liberal por questões mais morais do que práticas. Mas, independente disso, eu acredito que nada do que voce falou se resume na prática ou é impossível. Pelo contrário, o que Sen defende, independente das intenções e ideologias, trazem resultados contrários.



A realidade, deixando ideologias de lado e analisando fatos, são as seguintes:

1) Sempre existirá desigualdade, e consequentemente desigualdade de oportunidades. Nunca, em toda a história da humanidade, em tentativas que tendem ao infinito, isso foi possível. Eu não tenho fontes pra isso, mas se eu estiver errado e haja algum caso, me fale.



Até porque, ainda que voce faça todos largarem do mesmo lugar, na chegada voce já terá muita diferença, e a próxima geração será desigual. Pra evitar isso, voce teria que intervir no meio, para que todos cheguem mais ou menos no mesmo lugar. Voce começa a intervir e nunca para. E é impossível medir mérito pelo governo, só pelo mercado, então essa intervenção seria injusta.



2) A maioria dos casos que são considerados sucesso são, na realidade, falaciosos. Os países que são modelos de assistencialismo pra maioria das pessoas são os escandinavos, e eles são países BEM abertos economicamente*. Em NENHUM deles, por exemplo, não há salário mínimo, que voce contestou acima. E não há uma carga infinita de regulações que você também sugere. Se eu pegasse e propusesse para voce medidas para melhor o Brasil e transformá-lo em algo IGUAL a Suécia, mas sem falar que é a suécia, diriam que sou um liberal radical. Imagina, escolas privadas, ainda que pagas pelo governo?



3) Os pobres vivem MUITO melhor em países não intervencionistas. Basta cruzar o ranking de liberdade economica* com o do IDH (https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_p...nto_Humano), por exemplo. Mas qualquer outro ranking terá resultados muito parecidos. Isso significa que, independente da igualdade, os pobres tem oportunidades. Pega os EUA mesmo como exemplo. Eles reclamam bastante, mas a renda de uma família pobre pobre lá é maior que a minha, e segundo o PT eu sou classe A aqui.



4) Normalmente, intervenção do governo favorece justamente quem tem e fode quem não tem. Eu tenho muitos exemplos disso, mas é só voce pensar comigo: pense no Wal Mart e num mercadinho. Provavelmente, o cara do mercadinho é rico, mas nao é o wal mart. Por outro lado, a margem de lucro do cara do mercadinho é maior que a do wal mart.



Vamos supor que alguma regulação nova pra proteger os trabalhadores entre em vigor. Aumento do salário mínimo, por exemplo. O dono do mercadinho precisa repassar esse preço, ou vai diminuir sensivelmente o seu lucro, já que nada mudou, é só um custo a mais. Ele não pode ficar no prejuízo, ele nao pode ficar sem lucrar, ele precisa pagar as contas pessoais dele.



O wal mart, por outro lado, pode não repassar esse preço. Aliás, ele pode até tomar prejuízo que não vai quebrar. Então ele mantém preços, enquanto o mercadinho aumenta preços. O mercadinho, claro, vai falir. E ele falindo, quem trabalhava lá vai ficar desempregado também.



Não adianta, você não pode pagar nem mais nem menos do que uma o trabalho de uma pessoa vale. Aumentaram o salário mínimo recentemente na Califórnia e o McDonalds demitiu e colocou máquinas de auto atendimento.



Eu poderia ficar aqui demonstrando de diversas maneiras diferentes como SEMPRE que o governo interfere, ele beneficia o status quo, ele carteliza. Anvisa, Anatel e etc são quase conselhos cartelistas. Pegue o caso da AT&T no Brasil, por exemplo.



5) Nenhum país ficou mais rico aumentando intervenção. Aliás, os pobres ficaram mais pobres e passaram a ter menos oportunidade. Desconheço caso de sucesso, os que falam são tipo os países escandinavos, que são muito mais exemplos de liberdade econômica que o contrário.



6) DIVERSOS países que eram bem pobres no meio do século XX cresceram e se tornaram muito mais ricos, e ricos para todos. Sério, são muitos. Taiwan, Singapura, Coréia do Sul, Chile (mesmo dentro de uma ditadura), países menores pós URSS. Botswana tem uma renda per capita 25% maior que a do Brasil!!! E inflação mais baixa! E é independente desde 1966, quando era EXTREMAMENTE POBRE. Não acho melhor que o Brasil, mas porque esse paiseco cresceu tão mais que a gente de 66 pra cá? Não que seja melhor, claro, mas o crescimento é muito maior.



Por que Singapura pode ter saído de uma favela DEVASTADA pelos japoneses (é citado inclusive nesse tópico) e hoje ser a maior renda PPP do MUNDO e um Rio de Janeiro não pode? E não foi ajudada por ninguém, só teve sua independencia no meio do século passado.



7) Existem diversos países menos desigual que os EUA e são uma merda brabíssima. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_p...nto_Humano). Igualdade, per se, não da oportunidade a ninguém.





*link pro ranking de liberdade economica:

http://www.heritage.org/index/ranking



Existem outros rankings, feito por outras instituições, com outros métodos e os resultados são parecidos. Pode procurar e confirmar.
Responder
#49
[quote name='Vinland' timestamp='1439244388' post='3350408']Uma dúvida: a tendência moderna é capaz vez mais empresas fundirem e se concentrarem (me parece tendência natural do capitalismo. No futuro tudo pertencerá à Walt Disney e Amazon). Isso é liberalismo econômico ou o Estado precisaria intervir?



[/quote]

Olha, nós não vivemos num mundo economicamente livre, então fica dificil voce culpar liberdade economica dentro de um cenário sem liberdade economica.



Mas pense comigo o seguinte:

Google.



Google exerce um dos mais claros e sólidos monopólios do mundo hoje em dia. Já tentaram desbancá-lo? Sim. Conseguiram? Não, ninguém nunca conseguiu oferecer serviço melhor, e eles estão sempre melhorando. Ainda expandiram e entraram num mercado que, de certa forma, já havia a empresa numero 1, mesmo que não fosse monopólio. E hoje eles tem o Android em uns 80% dos telefones no mundo.



Voce usa Chrome/Firefox ou IE?



A Amazon, que voce citou, é outro exemplo. Teve um caso recente, na França, que o governo tentou se intrometer, obrigou cobrança de frete, pois o frete gratuito dele estava prejudicando os locais. Ela passou a cobrar 0,01 por frete.



O animal de tetas do Paul Krugman, que falou que os EUA iriam retrair atrás com o ajuste fiscal (e hoje os EUA tão voando, o dolar quase batendo no euro), defensor de intervencionismo, de resgatar empresas gigantes que fazem merda e etc., criticou a amazon em um artigo (http://www.nytimes.com/2014/10/20/opinio....html?_r=0). Você le o arquivo e ve ele pedindo pro estado intervir porque a Amazon, em nome de seus consumidores, passaram a dar destaque na página inicial para editoras que abaixam sua margem e que podem vender livros mais baratos. Estamos falando de uma empresa privada que está forçando os "capitalistas malvados" a BAIXAREM PREÇOS!



E esse cara ganhou um nobel de economia, hein! E ele não tem vergonha de dizer que, apesar de ser contra, ele financia a Amazon consumindo seus produtos.



Pense em lojas virtuais, agora. Sempre eficientissimamente regulada por Ebit, Site Blindado. Preços empurrados pra baixo por Buscapés da vida. Regulações e mecanismos PRIVADOS para trazer qualidade ao consumidor final.



Agora, eu te pergunto: como consumidor, como voce avalia esses serviços? Voce considera os preços do Google abusivos? Por que o Google não cobra por consulta? Voce considera os serviços da Amazon bons? Eu utilizo o AWS da amazon, que nao tem nada a ver com vendas, e acho muito bom.



Voce é extremamente feliz e satisfeito com esses serviços.



Nenhum desses empreendimentos vieram de famílias bilionárias.



Agora, o que todos esses tem em comum? Um mercado MUITO mais desregulado que qualquer outro, até por ser um mercado novo. Veja, são monopólios também. E mesmo sem ajuda de ninguém, conseguem se manter no topo. E se mantém no topo porque todo santo dia o Google da motivos para MERECER estar no topo. Ele sabe que no mercado dele, se ele vacilar, alguma empresa de garagem toma o lugar dele, como eles fizeram com o Yahoo. E mesmo sendo gigantescos e tendo tudo a favor, nunca conseguiram emplacar o Orkut ou o Google +, afinal, mesmo com seu monopólio, o serviço da concorrência, que também começou bem de baixo, conquistou a preferência do público com o Facebook.



O google tem planos de oferecer Wi-fi gratis pra 80% das pessoas do mundo em até 10 anos. GRÁTIS!



O tão odiado Rockefeller, que cometeu crimes gravissimos como os de espionar o lixo dos rivais, ou coisas piores ainda como abaixar preço pra quebrar concorrência, abaixou o preço do gás em 80%, do petróleo em muito mais que isso. Ele cometeu crimes hediondos como, mesmo sendo um empresário capitalista malvado que só quer saber de lucrar e explorar (ninguém lembra que ele era humilde quando novo), de ter PREJUÍZO para fazer os rivais fecharem e comprarem, e manterem preços ridiculamente baixos para evitar a concorrência

https://en.wikipedia.org/wiki/Standard_Oil



Quando o governo a quebrou, o preço de tudo subiu quase que instanteneamente. Quem perdeu? O consumidor. O povo. Principalmente o pobre.



Quase tudo que voce ve de relevante na CLT foi introduzido ou popularizado por um capitalista chamando Henry Ford. Folga semanal, contrato fixo com segurança na demissão. Tudo ele. os governos só incorporaram e chamaram de seu. O resultado foi menos henry fords e muita ilegalidade. E ainda bem, poque se voce forçar todos os trabalhadores brasileiros pra CLT, vamos bater recordes de desemprego.



Tudo muito legal. Agora, te pergunto: dessa imagem que voce postou, quantos estão em mercados abertos, em concorrência livre e desregulada? Todos dos setores industriais, que são super regulados ha muitas décadas, super cartelizados também. Eu, particularmente, não tenho reclamações em relação a nenhuma das empresas que voce citou. E tenho certeza que um biscoito, um prestobarba e uma coca cola é mais acessível há todos do que era ha 40 anos atrás.



Agora, veja a GM. A GM, na prática, faliu em 2008. Apresentava serviço ruim e não rentável, e não conseguiu se manter. Ia falir. O governo americano foi lá e salvou, para que ela continuasse a fazer merda por mais tempo. Se ela falisse, em algum tempo as outras empresas ou empresas novas pegariam seu lugar. haveria algum nível de desemprego, mas faz parte desse ajuste. Eu mesmo quase perdi meu emprego por trabalhar em concessionaria em 2008, e não seria a favor do estado intervir. Provavlemente, eu iria para outro setor que fosse produtivo e eficiente para todos.



Isso é tipo um dogma, de achar que monopólio é automaticamente ruim. Monopólios são ruins quando está sob a asa do governo, em formato de cartéis. Analise regulações, variedade e qualidade/preço dos serviços de telefonias em lugares desregulados e analise no Brasil. Onde voce acha que o pobre, que voce julga precisar da intervenção do estado, é mais beneficiado?
Responder
#50
[quote name='Fallout' timestamp='1439201226' post='3350242']

Pode citar algumas?

[/quote]



Cara, pra começar o número de 22 milhões de mortos e a foto de coveiros com a suástica que é de um filme(muito bom por sinal) sobre o massacre.



Tipo, a estimativa de um lado é de 20 mil, a do outro meio milhão, falar 22 milhões é só forçar a barra do mesmo modo que forçam a barra falando que o holocausto não aconteceu.



Talvez em TODO o período de agressão entre ambos os lados, 22 milhões tenham morrido, eu não nego, mas isso é carregado por centenas de anos e pura especulação.



Isso só pra começar, dá pra peneirar o texto e achar muito mais, eu pessoalmente acho o assunto muito legal, porque isso é história de outra cultura, nós mal mal aprendemos o que aconteceu com os soviéticos na segunda guerra, quem dirá os orientais, mas o texto só de passar o olho está forçando a barra.



Colocar uma foto de um filme como algo histórico já é uma dica sobre a integridade do artigo, os números absurdos só é o carrinho seguindo o trem mesmo.



Mas não sou expert nem formado em história, creio que existam pessoas aqui no fórum que podem dar um insight e exemplos muito melhores do que eu dei.





Edit: China tinha por volta de 400~500 milhões de pessoas na década de 30. 5~10% da população chinesa(somando todos os números de soldados e civis) em 8 anos, e sem nenhum rastro histórico para comprovar tal coisa hoje em dia, e tudo isso sem armas de destruição em massa(pós invasão de nanking especificamente, foi usado e muito em outras localidades), já que em sua maioria civis foram assassinados com armas brancas, espancamentos ou execuções clássicas, como forcas, decapitação, afogados, fogo entre o que sua imaginação permitir.



Edit2: Cheguei em casa e li tudo, Góris com seu titulo bunda, A invasão de nanking não teve 20 milhões de baixas civis, mas todo o processo de invasão da China, que passou por lugares como Vietnam, praticamente todas as ilhas entre Japão e China e Coreia, se somadas as perdas civis dão sim os 20 milhões, a passada de olho e o titulo principalmente cagou tudo.



Sim o processo todo de invasão e relações chinaxjapão desde a primeira guerra sino-japonêsa 30 anos antes da invasão de nanking matou sim isso tudo de gente, mas foi um processo, a invasão da capital não tem números nem perto de tal, mas isso envolve muito mais localidades além do que chamamos de China hoje em dia.



Btw a foto lá ainda é do filme, recomendo ver quem tem curiosidade sobre o assunto.


Frk - Hunter

Kel Thuzad - Ally
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