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[quote name='Magus' timestamp='1509571897' post='3492099']
Eu me importo radicalmente mais com desempenho bruto single-core do que com paralelismo, então creio que eu ainda deva ficar com Intel. Estou ainda com o Sandybridge velho de guerra (i5 2500k @ 4.3 GHz) aguardando irritado (porque a evolução de cpu tem sido muito patética, IMO) o Cannonlake (10 nm), que espero que saia em 2018... ;(
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Do jeito que as coisas estão indo, daqui você vai estar usando é um MacBook ARM, a Apple é a única empresa que está evoluindo o IPC de verdade.
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É foda que não dá para quebrar retrocompatibilidade, uso de computador explodiu com o x86 e suas instruções SISC gigantes, porém com o avanço da tecnologia ficou claro que é melhor usar RISC pois é mais fácil fazer uma pipeline fodona... a sacada da arquitetura core da intel é um RISC com uma camada que faz a tradução para manter a compatibilidade, então o software vê tudo como um x86 normal, mas isso enfia uma caralhada de overhead.
ARM partiu do "0" quase com uma arquitetura RISC bem otimizada. Acredito que a melhor coisa seria uma nova arquitetura RISC para desktop com uma layer de compatibilidade via software, ou até mesmo um hardware dedicado temporariamente traduzindo as coisas velhas para a nova arquitetura, assim tudo que foi compilado para coisa velha continua a funcionar, mesmo que mais lento e podemos ter coisas novas bem otimizadas.
Mas isso daria um trampo do cacete, acredito que continuaremos com x86 cheio de gambiarra por cima para sempre...
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[quote name='Hawk' timestamp='1509508431' post='3492044']
Zeh, desculpe mas usar uma exceção como exemplo para justificar um ponto é uma das maiores burrices que existe. Em falácias argumentativas existe uma específica para esse caso.
É igual falar “cigarro não faz mal pq um tio meu fumou 10 maços por dia e morreu com 250 anos”
Mas eu realmente entendo seu ponto. Só não é pratico como tomada de decisão.
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Comparar isso a um fumante deixa bem claro o quanto você pensou a respeito...
Só parece uma exceção porque a Intel desacostumou você, o consumidor e fabricantes a poder fazer isso.
Eu acho uma estratégia viável a longo prazo pois flexibiliza toda a cadeia de produção:
- Projeto e produção: Há menor necessidade de lançamentos e do desenvolvimento de 5, 8 ou 10 produtos com alto grau de modificações a cada ano. Num nível de projeto e de linha de fabricação a diferença é grande.
- Comercial: MB: A linha atual de placas-mãe não fica subitamente obsoleta, prejudicando drasticamente as vendas de MBs já fabricadas (que precisam ser desovadas, e nem sempre são). Pode até ser que as fabricantes queiram "motivos" para upgrade, mas como você mesmo disse, ninguém troca de CPU (quiçá a plataforma inteira) tão rápido.
- Comercial: CPU: permite maior tempo para amadurecer um chipset sem desprender tanto dinheiro em R&D. Há maior chances de alguém que comprou um R3 por ~100 U$ porque precisou comprar urgentemente, mais tarde trocar por um R5/R7 de 2ª/3ª gen (mesmo que de segunda mão).
- Consumidor: não fica se sentindo "obsoleto" tão rápido. É uma questão de sentimento de mercado também, olha quanta gente defendeu a AMD por tanto tempo, mesmo ela estando "por baixo" desde os Athlon XPs. Pessoalmente estou adorando poder sair do i5 2500k por um i7 3700k justamente agora que começaram a aparecer jogos que se beneficiam de mais de 4 threads. Se pudesse ter adquirido só um i7 4700k ou semelhante, talvez o pegasse em alguma promoção também (nem esperaria pelos segunda mão).
A estratégia de trocar de plataforma a cada nova geração ou "geração e meia" como foi desta vez*, até tem alguns benefícios financeiros mas isso só é viável se há uma situação de dominação do mercado. E fica menos viável quando fica claro que o desenvolvimento está cada vez mais lento.
*Intel 7ª geração é a 6ª só com novos nomes e clocks mais altos que já eram possíveis de atingir antes
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11-02-2017, 07:09 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 11-02-2017, 07:21 PM por Technomancer.)
[quote name='Ares' timestamp='1509592556' post='3492115']
É foda que não dá para quebrar retrocompatibilidade, uso de computador explodiu com o x86 e suas instruções SISC gigantes, porém com o avanço da tecnologia ficou claro que é melhor usar RISC pois é mais fácil fazer uma pipeline fodona... a sacada da arquitetura core da intel é um RISC com uma camada que faz a tradução para manter a compatibilidade, então o software vê tudo como um x86 normal, mas isso enfia uma caralhada de overhead.
ARM partiu do "0" quase com uma arquitetura RISC bem otimizada. Acredito que a melhor coisa seria uma nova arquitetura RISC para desktop com uma layer de compatibilidade via software, ou até mesmo um hardware dedicado temporariamente traduzindo as coisas velhas para a nova arquitetura, assim tudo que foi compilado para coisa velha continua a funcionar, mesmo que mais lento e podemos ter coisas novas bem otimizadas.
Mas isso daria um trampo do cacete, acredito que continuaremos com x86 cheio de gambiarra por cima para sempre...
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Muito dinheiro e esforço foi injetado em x86 e posteriormente em AMD64 então essa discussão é irrelevante nos dias de hoje. Por outro lado é problemático falar de RISC. Apple saiu do Power, os videogames saíram do Power e basicamente todo mundo que usa SPARC, Power ou Itanic hoje em dia o usam porque estão travados. Se pudessem substituir esses monstros por dúzias de AMD64 eles certamente iriam - porque é mais barato, fácil de substituir. Ironicamente o único sucesso de verdade foi nos dispositivos de pequeno porte e poder computacional que usam MIPS ou ARM e que estão por toda parte. E sinceramente? É uma bagunça. Não tem padrão e cada fabricante faz a sua plataforma como quer.
EDIT: Sobre layer de compatibilidade, já tentaram no Itanic e foi uma bosta. Se você coloca layer de compatibilidade só vai fazer com que os desenvolvedores continuem confortavelmente desenvolvendo programas pra x86. Quando a Apple trocou de plataforma eles usaram uma estratégia diferente chamada fat binary em que a aplicação é composta de um index de execução e o código binário de múltiplas plataformas. Chamaram de "universal binary". Essa habilidade foi integrada no kit de desenvolvimento facilitando para os desenvolvedores fazerem a transição.
[quote name='WiseDuck' timestamp='1509582160' post='3492108']
Do jeito que as coisas estão indo, daqui você vai estar usando é um MacBook ARM, a Apple é a única empresa que está evoluindo o IPC de verdade.
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Então basicamente iPad Pro?
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Não porque iPad Pro roda iOS. Mas o desempenho dos ARMs da Apple está subindo tanto que os mais novos têm desempenho no nível de Core i5 e Ryzen. Já tem uns 5 anos que especula-se que a Apple pretende mudar de x86 para seus próprios ARMs no macOS, sem unifica-lo com o iOS. As especulações esse ano estão ainda maiores.
Sobre os RISC, ouvi em uma palestra que o Google fez o contrário dos outros datacenters, migrou de x86 para o OpenPower, porque se sentiam refens da Intel e sua política de limitar a banda e latência dos canais de PCIe e outras expansões, já que o negócio da Google é DNN com muita GPU e FPGA.
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Brender, sugiro evitar copiar e colar informações sem opinar ou adicionar algo útil. Pode dar a impressão que você tem a inteligência de um bot...