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Rip Fidel Castro
#51
[quote name='SoulHunter' timestamp='1480205823' post='3455794']

EDIT: Wiki do Noam Chomsky, bem famoso nos EUA. E sim, anti politica externa americana. (mas não anti-americano) <img src='http://forum.hangarnet.com.br/public/style_emoticons/<#EMO_DIR#>/tongue.gif' class='bbc_emoticon' alt='Tongue' />.

[/quote]



Não é o que os críticos dele dizem:



David Horowitz: "De fato, a influência de Chomsky é melhor entendida não como aquela de uma figura intelectual, mas como o líder de um culto religioso secular - como o aiatolá do ódio anti-americano."



Camille Paglia: "O ódio de Chomsky aos Estados Unidos é patológico - decorrente de algum problema bilioso com figuras paternas que é muito fétido para ser explorado."



Olavo de Carvalho: "Também cada nova intrujice anti-americana ou anti-israelense de Noam Chomsky é recebida como mensagem dos céus, mas ninguém pensa em publicar a coletânea The Anti-Chomsky Reader , de Peter Collier e David Horowitz, porque é impossível lê-la sem concluir que nem mesmo o Chomsky lingüista, anterior à sua transfiguração em pop star da esquerda, era digno de crédito."





Mas EU vou me abster de chamar o cara de anti-americano, pois também não sou um grande conhecedor das obras dele.



Corrigindo: tudo que posso afirmar é que ele é anti-imperialista (um pouco diferente de ser anti política externa americana). Isso ficou bem nítido no filme do Dinesh D'Souza.





On topic:



http://www.facebook.com/JoseMarcio1953/v...=2&theater


Fanfarrão profissional
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#52
É inacreditável ver que existe gente com alto grau de instrução falando em "mais valia" de Marx, hoje em dia. Surreal.


...editando a assinatura :/



(...) é exatamente aquele lance de game girl, que quer aparecer falnado ''OMG I PLAY 30 HOURS OF WORLD OF WARCRAFT PER YEAR IM SO HARDCORE OMGG'' - Kilix.
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#53
Citar:Leitura obrigatória:



CUBA: A EXATA MEDIDA DE UM IMENSO FRACASSO

GUSTAVO CASTAÑON



Com a morte de Fidel o leitmotiv predileto da direita vai voltar à carga. Esse é a acusação de que a esquerda quer transformar o Brasil numa Cuba. É uma estratégia tão, mas tão desonesta, que é até difícil explicar o tamanho da desonestidade. Mas vou tentar.



Para começar, Cuba pode realmente ser ruim para mim, que sou de classe média alta, mas é para 100% de seus habitantes melhor do que o Brasil é para 90% dos seus. Esse não é um chute estatístico, mas uma estimativa conservadora. 75,9% dos brasileiros vivem com menos de U$10.000 ao ano enquanto 10% dos brasileiros abocanham 75,4% da renda nacional (1% abocanha 48%) (1). A renda per capita em Cuba ajustada por poder de compra é de 20.611 dólares internacionais (2), enquanto a do Brasil antes da depressão econômica era de 15.893 dólares (3). O povo daquela ilha rochosa bloqueada é mais rico que o povo do continente Brasil. Essa é uma realidade chocante e geralmente desconhecida.



Ainda assim não quero ir pra Cuba, a não ser a turismo. Porque para mim a quantidade de liberdade é mais importante do que o pão. É claro, eu tenho pão. Bem mais do que isso, eu faço parte dos 10% de privilegiados brasileiros. Logo, sou mais livre aqui do que lá. Mas minha diarista certamente não. Que pena que ela não tem ideia do que realmente significa “Vai pra Cuba!”.



E é também por isso que não posso querer para mim uma sociedade moralmente monstruosa como os EUA, aquela plutocracia onde o último traço de democracia é uma relativa liberdade de expressão. Mas o Brasil, meu Deus, o Brasil é uma monstruosidade social tão maior, que querer que ele se transforme em algo parecido com os EUA é querer reformas de esquerda. Sim, na maioria dos aspectos, os EUA estão à esquerda do Brasil. No dia em que o Brasil tiver um salário mínimo como o dos EUA (U$7,25 por hora contra U$1,12) (4), uma distribuição de renda como a dos EUA (gini 40,8 contra 54,7) (5), uma lei de mídia como a dos EUA, a proteção às indústrias e agricultura local como a dos EUA, um estado do tamanho do dos EUA (14,6% da população empregada contra 11,1%) (6), a direita vai poder alertar para o risco de ele virar uma Alemanha. Até lá, em vez de gritar: “A esquerda quer transformar o Brasil numa Cuba!”, deveria gritar: “A esquerda quer transformar o Brasil num EUA!”.



E quando o Brasil ficasse parecido com os EUA, querer um governo de esquerda ia ser querer que o Brasil começasse a ter políticas de salvaguarda social mais parecidas com as da Alemanha (7), sua saúde pública, sua educação pública, suas políticas ambientais estreitas, sua carga tributária (40,6% contra 34,4% do Brasil) (8), seu imposto progressivo (quanto mais rico, mais imposto). E a direita deveria então gritar, se quisesse ser honesta: “Cuidado, a esquerda quer transformar o Brasil numa Alemanha!”



E então, quando o Brasil ficasse parecido com a Alemanha, a direita poderia alertar para o risco de virarmos uma Dinamarca. Aí, querer reformas de esquerda seria querer que mais da metade da renda fosse para os impostos (50,8%) (9), que os filhos da elite fossem obrigados a estudar em escolas públicas, entre as melhores do mundo, que o estado empregasse mais de um terço da população (34,9%) (10), bancasse dois anos de licença para criar um recém-nascido, limitasse fortemente a atuação das grandes corporações, fosse radicalmente democrático.



Finalmente, quando o Brasil ficasse parecido com a Dinamarca, o direitista poderia gritar sem hipocrisia seu terror com a Cuba que se avizinha, a do estado total e economia planificada, e assim disfarçar melhor sua inveja do funcionário público sob a máscara do ódio ao estado. Provavelmente nesse dia, até eu estivesse protestando a seu lado.



Na estratégia do espantalho cubano o reacionário brasileiro finge ser a favor da liberdade e do mérito, enquanto na verdade é contra. Contra a liberdade do povo, seus direitos trabalhistas, o investimento na educação e universidade públicas, o fortalecimento do SUS e a redução dos juros. Contra o aumento da carga tributária, do salário mínimo, do estado, da remuneração do professor básico, da distribuição de renda e das oportunidades para os excluídos.



Um conservador na Inglaterra é só um conservador. Um conservador no Brasil é um monstro. Um monstro que quer conservar as estruturas de um dos países mais desiguais e injustos do mundo.



Não, Cuba não é o paraíso. É só uma ilha rochosa no meio do Caribe sem recursos naturais de qualquer tipo e bloqueada economicamente há cinquenta anos. E, no entanto, garante saúde e educação universal para seu povo e tem um IDH maior que o nosso, nós, que somos um continente, nós, que temos todos os recursos naturais em abundância. Essa é a medida de nosso fracasso. O incrível e gigantesco fracasso do capitalismo brasileiro.



Notas:



(1) Credit Suisse – Research Institute. Markus Stierli. Outubro de 2015. Tabela 6-5, pág. 149, 17-10-2016

(2) http://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.PCAP.PP.CD

(3) http://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.PCAP.PP.CD

(4) http://www.infomoney.com.br/…/veja-quant...-minimo-pa

(5) World Bank GINI index

(6)OCDEhttp://www.oecd-ilibrary.org/sites/gov_glance-2011-en/05/01/gv-21-02.html?itemId=/content/chapter/gov_glance-2011-27-en&_csp_=6514ff186e872f0ad7b772c5f31fbf2f

(7) http://www.dw.com/…/como-o-estado-alem%C.../a-2370133

(8) Heritage Foundation (2015).”2015 Macro-economic Data”.and Index of Economic Freedom, Heritage Foundation.

(9)http://ec.europa.eu/…/File:Total_tax_rev...ountry,_19

(10) OCDEhttp://www.oecd-ilibrary.org/sites/gov_glance-2011-en/05/01/gv-21-02.html?itemId=/content/chapter/gov_glance-2011-27-en&_csp_=6514ff186e872f0ad7b772c5f31fbf2f
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#54
com a noticia do falecimento de Fidel, alguem braveja e ao mesmo tempo leva bronca no facebook.

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"As pessoas são pinturas bobas que só ganham valor depois que morrem." (Yashiro Nanakase)
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#55
Não sabia que o novo codinome do DJ é Gustavo Castañon


Fanfarrão profissional
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#56
Avisa pra ele que na dinamarca juiz anda de bicicleta e recebe quase o salário mínimo.

Qual a desculpa pro nosso défict no orçamento e os últimos lugares nos rankings de serviço público? O cara fala de desonestidade ainda.
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#57
[quote name='SoulHunter' timestamp='1480260181' post='3455833']

1-> O video é sim otimo. Mas cuidado pra não usar como biblia. O Video por exemplo ignora fatores externos (Países vizinhos ou potencias) pra simplificar a explicação.

A muitas coisas que mechem com o balanço do vídeo. Mas ele explica brilhantemente o que ocorre principalmente em países que sofrem pouca ou nenhuma pressão externa.



Na guerra fria isso não existia. Vc sofria pressão dos EUA ou da USSR. Escolher lado era uma obrigação.



Cuba estava nesse cenário. Era 1959. Auge da guerra fria.

Analisar Cuba como um quadrado fechado não adianta. È preciso analisar toda a situação de Batista, Fidel, EUA e USSR pra se ter o cenário completo e entender porque Fidel conseguiu tomar e manter o poder.





2->



Pebolas, vc tem um problema serio de tentar analisar a historia pela ótica do de 2016.



Historia se analisa pela época em que as pessoas, dentro de suas experiencias e com o conhecimento que elas tinham.



Analisar a situação cubana, 1959, com a USSR no seu auge de poder.

Escolher entre comunistas x capitalistas não era uma escolha tão easy quanto é hoje.





3-> Quanto a Marx.



Ele errou em muita coisa e acertou tb em muita coisa.

Maior erro que todo mundo faz ao analisar Marx é tentar tirar O Capital de 1867, ja quase 150 anos e tentar traze-lo pro século XX.

O livro já estava defasado em 1900.





Mas em 1867? Era revolucionário.



E foi essencial pra gerar os principais economistas do século XX. Seja como base de inspiração ou de criticas.





E creditar todas as ideias de O Capital a marx tb é errado. Ele não era tão gênio assim.

Muito do que foi escrito ali ja estava em formação por centenas de pessoas ao redor do mundo. Eram consequencias de uma epoca onde pessoas trabalhavam 12-16h por dia sem direitos, um dos raros momentos da historia humana em que a qualidade de vida Caiu drasticamente independente do crescimento econômico absurdo.



Essa situação que gerou essas ideias. È uma consequência. Elas não surgiram do nada.

[/quote]



Negativo, gosto de imaginar o contexto histórico quando se gerou tanta adesão dos textos do manifesto comunista, sim naquela época pós revolução industrial era plenamente justificável, apesar de sempre admirar a forma que a Inglaterra lidou com a situação.



Eu não me referi a revolução cubana, mas em especial a bolchevique.



Após assistir esse vídeo a frase "em política sempre se trata dos meios de poder, nunca de ideias ou valores" do olavinho fez mais sentido pra mim.



A ideologia socialista nunca passou de um pretexto para os ditadores chegarem no poder e manter suas chaves leais.
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#58
Se quer entender fidel e cuba, esqueça USSR e os bolcheviques, por sinal essa USSR morreu com o Stalin em 1953. Khrushchov, sucessor de stalin fez a USSR tomar um rumo completamente diferente.



Vá pra historia de cuba 1902-1959. E sobre a situação econômica da ilha.





E quanto a russia de 1917. Único país que chego numa situação tão caótica como a que o Czar deixo a Russia foi a Revolução francesa. E sabemos como a França fico maravilhosa por 10 anos. (Até napoleão tomar o poder para si).



Lenin tb é uma consequência de uma situação que chegou ao limite.



Sob outras circunstancias ele nunca teria virado líder. Seria só um ativista politico radical. (Ele realmente acreditava na causa, ele e trotsky). Stalin não. Sabemos disso pq o próprio Lenin escreveu uma carta a trotsky avisando sobre Stalin.



Uma nova frase que eu costumo usar pra exemplificar a russia de 1917 era.



Vc é 1 pedaço de bife.

Vc quer se cozido, assado ou frito?



Não tinha opção ficar na geladeira.



As ações que tirariam a Russia daquela situação teriam que ser feitas antes de 1900. Melhorando muito a qualidade de vida da população. QUe trabalhava 11h/dia, menor salário da Europa, 85% agraria e uma monarquia absolutista em pleno século XX. A Durma que O Czar criou para supostamente transformar-se em monarquia constitucionalista era só pra show.



Fora os fuzilamentos de quem protestava, e um minimo de medidas, mas minimo do minimo só pra evitar revoltas grandes enquanto se fuzilava as pequenas.

Ae vc pega um país desse e joga na I guerra mundial que matou 2,8 a 3,5 milhões de russos e feriu 5 milhões. (Quase 10% da população total).

O que termina na queda do czar. Quase sem sangue,.



O que a republica russa faz? Inicia outra ofensiva e permanece na guerra. A principal promessa era sair da guerra. E eles quebraram na cara dura.



E o único partido que prometia fazer isso eram..... os bolcheviques. Os únicos com poder pra forçar uma saida através de golpe de estado.

Isso que deu apoio massivo a eles. Alie a situação brutal da população que eles prometeram melhorar e vc tem um caldeirão pra aceitar qualquer coisa.

Cresceram, tomaram o poder. Veio a guerra civil. Isso ainda durante a I Guerra.





Foi o fato dos republicanos russos quererem lutar a I Guerra mundial + Uma guerra civil, ao mesmo tempo que deu tudo que os Bolcheviques precisaram pra total controle.



PS: Ah, pra adicionar +apoio a red army. 8 Países financiaram diversos rivais da guerra civil russa.

PS2: eu chamo a white army de republicanos pra simplificar, mas eles eram uma mistureba de pessoas sociai democratas, democratas, capitalistas, pseudo ditadores, monarquistas etc. Todos que não concordavam com os bolcheviques. Maioria pró I guerra.



E a guerra civil russa foi um banho de sangue dos 2 lados. Não tinha mocinho ali.

E uma confusão pq ocorreu ao mesmo tempo os processos de independencia da Ukrania, Georgia, LAtvia, Estonia etc. etc ec. (Dpois formariam a USSR, mas pelo periodo da guerra atrapalhariam ambos os lados).



https://en.wikipedia.org/wiki/Russian_Civil_War


[url="http://sterrius.mypersonality.info"][Imagem: 39867.png][/url][url="http://sc2sig.com/s/us/596347-1.png"]

[/url]
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#59
Assisti agora na globo um bloco falando do Fidel, inacreditável, eles tiveram a coragem de terminar falando que ele se aposentou pra virar avozinho.. coitadinho do ditador..



É muita desonestidade, simplesmente inacreditável.
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#60
[Imagem: Whats_App_Image_2016_11_27_at_13_02_07.jpg]
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