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10-11-2014, 02:00 AM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 10-11-2014, 02:31 AM por Zelador.)
Realmente, Gunner, esse tipo de desenho causa uma impressão muito interessante para quem olha. É realmente um super tipo de arte. <img src='http://forum.hangarnet.com.br/public/style_emoticons/<#EMO_DIR#>/smile.gif' class='bbc_emoticon' alt='  ' />
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Mais uma ilustração do roteiro surgindo:
Não, essa história não é de mulheres guerreiras, mercenárias ou algo assim. É que, na verdade, no momento, ando trabalhando numa personagem em especial - esta da imagem acima -, procurando dar a ela algumas qualidades importantes no traço, no gesto e expressão facial. Estou procurando ganhar mais intimidade com a moça aí, compreendo o que pode e o que não pode com ela. E isso pode ser um processo mais artístico do que literário.
O desenho retratará uma cena do roteiro - mais ou menos o meio do livro - em que existe uma espécie de mudança grande na posição de alguns personagens e na maneira como ele vão orientar suas atitudes. Alguns soberbos poderão tomar lições dolorosas de honradez, enquanto os justos poderão estar em sérios apuros nesse ambiente medieval perigoso (e até assombroso) que eu estou construindo pouco a pouco.
Então, é isso. Logo estará pronto no estilo monocromático.
Abraço!
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Melhorou pra caramba em dedos/olhos ein? Na minha opinião a coisa mais difícil de se definir. Dá estudada em algumas asneiras de anatomia (cotovelo e nariz ainda são destoantes do todo por exemplo).
Tá ficando bom pra caraio Primagem.
Ps.: Tu com certeza tem talento como colorista. Nem que seja só no sombreamento, tu no mínimo parece gostar disso.
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10-11-2014, 03:38 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 11-25-2014, 10:02 PM por Zelador.)
Obrigado. Sem dúvidas, escrever essa história exige informações sobre uma série de coisas, ainda mais desenho - que será um dos pontos cruciais do livro. No momento, estou me aproveitando do roteiro para praticar bastante até a escrita definitiva.
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E aqui o traçado completo (passará ainda por preenchimento digital e aquarela em preto e branco para comparação posterior. Mas, se eu conseguir fazer a aquarela em preto e branco funcionar, juntamente com os pasteis de mesma cor, será uma grande alegria visto que meu sangue ainda se acelera diante da magia de uma boa arte tradicional):
Sakura Pigma Micron sobre papel Bristol Canson.
Personagens sendo retratadas em cenas que eu chamo de "últimas discussões artísticas", uma vez que suas formas faciais e corporais já estão chegando num ponto pouco convidativo a novas mudanças. Embora isso seja um processo estritamente artístico (e até intuitivo), existe um limite que vai se revelando na medida em que se trabalha numa única figura. Sendo assim, resta-me apenas saber a cor do cabelo dessas duas. Aliás, elas mesmas vão me dizer na medida em que forem surgindo mais vezes no papel.
É engraçado. Criar um personagem é muito parecido com conhecer alguém. Existe uma interação inicial que precisa ser levada com cautela até o ponto de familiaridade total, quando você consegue desenhá-lo(a) (ou escrever sobre ele ou ela) naturalmente. E há detalhes que não dependem de você, detalhes que você só descobre na medida em que aprofunda as coisas.
Embora sejam apenas desenhos, existe uma influência recíproca exercida por esses entes literários que fazem com que você entenda que a construção de uma história não é obra estritamente sua. Mas, também daquilo que os personagens "dizem" na medida em que você trabalha neles. Deve ser por isso que alguns grandes autores de mangá já disseram que histórias podem criar vida e ditar seus próprios rumos. Para mim, um atestado genuíno da inspiração total.
E de volta ao laboratório. Desta vez, para testar a arte tradicional monocromática:
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E os primeiros resultados:
Este será o teste final do preenchimento das ilustrações. Após finalizar o tradicional, partirei para o digital. No final, terei elementos comparativos que vão determinar qual tipo de arte devo me especializar daqui pra frente (e finalmente encontrar um estilo): arte tradicional em aquarela monocromática ou nanquim com preenchimento digital (monocromático e colorido). Aquela que visualmente ficar melhor será a que me dedicarei exclusivamente nos próximos anos... e os demais tipos de arte (lápis de cor, grafite etc) passarão a ser meramente "esportivos".
Acho que estagnei por muito tempo devido a dilemas artísticos: fazia todo tipo de arte e não definia um caminho a seguir. A hora de decidir e caminhar rumo a maestria chegou... Chegou hoje.
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Bem, ponto negativo para a arte tradicional no quesito praticidade:
Os erros aí não podem ser corrigidos. Além do controle da água, da quantidade de tinta, do movimento do pincel e outros elementos que podem tornar o preenchimento especialmente trabalhoso e muito suscetível a erros irreversíveis. Sem dúvidas, a arte digital vai se sair muito melhor do que qualquer tentativa de aquarela baseada nos valores velocidade e quantidade que estabeleci para compor as ilustrações do roteiro e posteriormente do livro. Além de a arte digital ser muito mais visualmente impressionista.
No caso, vou me especializar em arte finalização com nanquim (para alimentar o meu lado tradicionalista que, hora ou outra, se vê faminto) e dar aos desenhos uma subsistência material; um original; um primeiro. E depois preencher digitalmente - no formato monocromático para a maioria das ilustrações e alguns bônus coloridos no melhor capricho possível.
Então, é isso. Valores das ilustrações definidos: arte final com nanquim e preenchimento digital monocromático e colorido.
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Infelizmente, não terei colocar a ilustração no roteiro porque fizeram o favor de deletar o arquivo original permanentemente. E o tradicional já está preenchido com aquarela.
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Um pouco do mal da história que está surgindo na medida em que a escrita do roteiro avança:
![[Imagem: bfXUG0r.jpg]](http://i.imgur.com/bfXUG0r.jpg)
E comparando. Além de testar o olho do segundo no primeiro no Photoshop.
A história se utiliza de uma linguagem figurativa para compor o mal que dá sentido a sua existência. E em se tratando de maldade, ela é bem evidente. Não existem discussões filosóficas ou deduções complicadas a respeito do que é o mal e o que não é. O mal é o mal e não há o que se discutir sobre isso. No entanto, em referência à linguagem figurativa, o mal pode se ver diante de dilemas que se chocam com os conceitos de amor, amizade, lealdade, companheirismo etc. E isso pode se misturar a compreensão, dentro do universo narrativo, do que é o bem e o que é o mal e onde os dois se parecem - criando uma lacuna para o julgamento do leitor. Então, embora o mal seja evidente, ele não se estabelece como absoluto. Existe um meio termo, uma discussão a ser feito sobre se a maldade é da natureza ou se ela é fruto do meio.
O mal, na verdade, é uma alusão às qualidades ruins do ser humano (a falsidade, a mentira, a ambição desenfreada, a malevolência), coisas que são muito fáceis de serem encontradas nos mais diversos ambientes: na escola, no trabalho e até em casa. Os elementos responsáveis pelas diversas decepções que tomamos na vida, pode-se dizer assim. É comum confiarmos em alguém e nos decepcionarmos. Esse tipo de situação é embalada na história como elementos sombrios, personagens de aparência aterradora que se camuflam e se passam por amigos, essas coisas...
E em relação ao personagem acima, ele é o mal supremo da história. Toda a trama e o movimento dos demais personagens gira em torno do que ele faz, mesmo que apareça apenas esporadicamente. Se estabelece como a alusão da falsidade e da mentira, embora caia sempre num dilema interminável que o coloca como um ente que transita entre os pensamentos do bem e do mal. Mas, naturalmente, em se tratando do íntimo do personagem acima, o mal sempre vence. E ele também não é o que parece no desenho. As origens dele remontam acontecimentos antes da abordagem da trama (o ponto em que o livro começa) em que ele consegue se estabelecer sem ser descoberto num lugar onde tem contato com amor e amizade, passando a desejar viver desse modo. Mas, sua natureza e necessidades fazem com que ele caia na senda do mal de um modo que não consiga mais mais reverter e acaba cedendo aos caprichos de sua própria natureza... Onde o livro tem início. Eu não sei se eu vou usar isso como uma introdução ou como partes contatas no decorrer da narrativa.
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E aqui outro desenho do personagem acima, retratando outra cena do roteiro:
Bem inicial ainda. Mas, a expectativa é que fique pronto neste final de semana.
Ainda há bastante coisa que eu preciso aprender para aprimorar a nova técnica. Estou comprando novos materiais didáticos para me ajudar no processo. E vou compartilhando com vocês na medida em que as coisas forem acontecendo. No mais, sinto-me no âmago da arte: dei um tempo em quase todas as técnicas complexas de preenchimento para me preocupar com a composição da arte na fase mais inicial.
Versão digital bastante simplificada. Preparando ainda uma versão tradicional com preenchimento também simplificado para ver como fica. Rsss... Não tem jeito mesmo. Lápis, pastel, borrachas... Eu sempre volto para essas coisas. <img src='http://forum.hangarnet.com.br/public/style_emoticons/<#EMO_DIR#>/smile.gif' class='bbc_emoticon' alt='  ' />
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Versão tradicional:
Atualmente eu estou trabalhando na "sub história" dentro do roteiro, em que o mal se define tal como seus motivos. É basicamente um capítulo de indagações que definem as razões para a existência do mal. Confesso que eu tenho sido especialmente criterioso nisso e, como resultado, obtive um mal bem definido e razões bem fundamentadas. Muito diferente de muitos vilões que vemos por aí que são vilões simplesmente porque foram criados para ser, não que eles tenham uma razão inteligente pra isso.
Um dos pontos que eu tenho tomado mais cuidado na estruturação dessa história é o quão ela deve ser concisa, inteligente, mas essencialmente simples. Não gosto de histórias enroladas demais ou que cada ação deva representar uma indagação filosófica... Gosto de histórias intensas, sem moralismos baratos, e que tragam algo a se pensar - sem a intenção de "ensinar". Já li muita coisa na vida e as melhores histórias foram basicamente as mais simples e literais, sem propostas mirabolantes. Por isso, até mesmo na elaboração da arte, eu procuro aplicar o valor da simplicidade (e, em se tratando da arte, da expressividade).
Quanto ao vilão, infelizmente não poderei mostrar muito mais do que isto. Mas, fica a certeza de que o garoto aí é mau... muito mau. Rssss!
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Uma vez, ouvi uma frase: "Arte? É isso aí que tem dentro de você. Como você expressá-la é apenas a ferramenta."
De certo modo, isso me ajudou a resolver alguns dilemas. Depois que comecei a comprar materiais profissionais e ter acesso aos melhores pigmentos e facilidades. Acabei tendo uma espécie de "confusão artística". Fiquei "questionando" a melhor maneira de fazer tal coisa e esquecendo que o "fazer" é apenas uma atitude que tem muito pouco a ver com materiais. Tinha esquecido que um simples lápis e uma folha qualquer são o suficiente para fazer qualquer um cair o queixo, dependendo do que você for capaz de fazer.
E que, de fato, ferramentas são tão somente ferramentas. A criação e todo o mérito vem da mente de quem as usa. E isso faz você perceber que qualquer coisa pode ser usada para fazer arte. E que artista que é artista não é o que usa o melhor material, mas que usa o que tem e faz os outros se admirarem com o seu trabalho.
Naturalmente, não vou deixar de usar os materiais profissionais (porque eles facilitam demais, haha). Mas, quero produzir e produzir sem tantos questionamentos comparativos. Quero ser, na produção desse livro, exatamente o que eu sou desde o nascimento: um desenhista.
E finalizando a versão digital conforme os ritos do roteiros e dos valores artísticos definidos nos últimos estudos sobre as ilustrações:
Direto para o roteiro.
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A escrita do roteiro segue na definição do mal, como disse antes. Mas, nas últimas páginas, tenho me aprofundado um pouco mais e definido como separações de cada livro. Assim, o mal, agora dividido em cada volume como uma única ameaça a ser vencida, compreende personalidades distintas a serem exploradas em cada livro na medida em que o leitor se aprofundará nos pensamentos de cada vilão e o que os fazem ser assim (elementos que vão caminhar numa linha entre o bem e o mal, mergulhando em ambos, mas nunca se confundindo). Enfim, o que eu quero dizer é que haverá um vilão para cada livro e eles terão sua psicologia explorada - não serão do tipo "o ente supremo que origina toda a trama e que só será vencido no final da história, depois de muita luta".
Minha intenção é criar vilões mais íntimos do leitor, fazer seus motivos serem mais palpáveis e mais perversos. Embora isso reduza a vida útil deles.
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Aqui um estudo das ilustrações "bônus" coloridas. Como disse antes, é bem provável que o livro seja repleto de ilustrações monocromáticas (todas feitas na munheca) e algumas ilustrações coloridas tradicionalmente.
Neste, eu usei uma série de materiais: lápis de cor comum e profissional, pastéis oleosos, marcadores cinzas, nanquim descartável, caneta gel, canetinhas hidrográficas e lapiseiras.
Destaque para o papel Bristol que, em toda a minha estrada a procura do papel ideal, encontrei este. Simplesmente fantástico. Textura ultra lisa, macia e em gramatura 180. O papel aguenta qualquer coisa, desde pincéis até lápis.
Além disso, em se tratando dos lápis de cor em particular, a textura do papel corrobora para os tons se misturarem sem criar aquela sensação de chiado - facilitando demais o trabalhado e, consequentemente, reduzindo as horas de produção e as antigas frustrações que eu enfrentava nos papéis sulfite (como ter que "diluir" as cores com um tom neutro).
Outra coisa muito interessante, acho que também relacionada ao papel, foi que eu não precisei fazer nenhuma alteração digital. Tão somente escanear a pintura em 600dpi e recortá-la no Photoshop. Em suma, um escaneamento bastante fiel ao original.
É isso aí. Pelo caminhar da carruagem, o tradicional voltará a marcar presença por aqui.
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Diário: eu estive trabalhando arduamente no sentido de estabelecer um padrão para as ilustrações do livro. Nas últimas semanas, testei um punhado de coisas entre materiais tradicionais e digitais. Testei várias folhas, cada uma com suas qualidades, tal como a aplicação de diversos pigmentos - desde aquarela até lápis de cor. Vários resultados tradicionais foram insatisfatórios. E mesmo tentando migrar para a perfeição do digital, os resultados também foram insatisfatórios. A procura por uma produção em velocidade industrial não ajudou, em momento algum, a criar um "espírito" para a história. Produzir rápido não é o mesmo que fazer bem feito.
No final das contas, a arte tradicional acabou finalizando o embate contra a arte digital com um golpe de misericórdia. O papel Bristol - que só me adaptei a ele depois de usar várias vezes - definiu todas as questões com uma vantagem extraordinária. "O papel que aguenta todas as técnicas (ou quase todas)", como gosto de me referir a ele, veio - por destino ou pura coincidência - para alimentar todas as minhas ânsias artísticas tradicionais. Eu adoro fazer mixórdias de materiais (usar tudo que tenho em mãos) e o papel mostrou que aguenta o que vier, além de oferecer um incrível resultado quando escaneado.
Por fim, sinto-me descansado. Sensação de dever cumprido. Mais uma questão resolvida; um degrau a mais. Agora que os padrões das ilustrações coloridas foram definidos, posso me aprofundar ainda mais - nas questões que não estejam totalmente ligadas a arte.
Gostaria de aproveitar o ensejo para compartilhar com vocês a seguinte aquisição:
O livro de arte de Norihiro Yagi, o autor de Claymore. Um mangá que virou anime acho que em 2006~2007 (não tenho certeza da data). É um material que não chega a ser tão raro, mas já pode ser considerado assim, uma vez que não se pode mais adquirir o produto novo. Mas, daqueles que o possuem e querem vendê-lo. Esse aí veio do Japão e está em excelente qualidade.
Devo dizer que foram poucas as séries que conseguiram me conquistar realmente. E Claymore foi uma delas. Tudo que existe nessa história é intenso. E tem de tudo: desde amor a lutas violentas. Mais do que isso, Claymore é uma viagem interessante sobre a busca constante da humanidade dentro de cada um, mas que, de certa forma, pelas batalhas da vida, se vê ameaçada a dar espaço ao monstro interior. Pelo menos foi assim que eu interpretei essa série.
O livro trás muitas ilustrações coloridas e em preto e branco. E mais do que isso: todas feitas no braço - pincel, marcadores, lápis e tintas diversas. Um retorno tocante ao âmago da arte. Não é de se espantar que, ao ver o trabalho desse cara, eu me senti imediatamente compelido a retomar o meu antigo estilo. E isto está ocorrendo. O cheiro dos pastéis, a textura do papel e o desafio de não errar são coisas que sempre ferveram o meu sangue. Não podia dar outra.
Norihiro Yagi, uma série como Claymore realmente não podia ter vindo de qualquer mente.
E finalizando o esboço da próxima ilustração do roteiro (esta eu vou me deliciar com o nanquim).
Agora que as indagações artísticas do livro foram resolvidas, aprofundei-me um pouco mais no roteiro e cheguei a personagem acima. Na verdade, ela sempre existiu desde quando trabalhei nesta história pela primeira vez há alguns anos. Mas, só agora ela está tomando suas formas definitivas e seu real papel na trama. A importância dessa personagem resvalada a dos protagonistas, servindo como um canal para trazer sentimentos que serão especialmente importantes para a compreensão de certos elementos narrativos. A diluição dos elementos sombrios, tal como a viabilização e o enriquecimento do romance que existe na história, são tarefas exclusivas desta personagem. Ela também é responsável por aquele final não totalmente definido, em que a "finalização efetiva" será de responsabilidade das conclusões do próprio leitor. Então, é uma figura que estará presente em quase todas as cenas, como também será a razão de muitas situações.
Sobre o bem e o mal, é uma personagem bondosa e inocente.
Um cuidado especial que estou tendo na construção dela é o vestuário - que deve ser fiel àquilo que as meninas vestiam na idade média, as aldeãs. Em dado momento, ela trocará de roupa. Mas, eu apenas me preocuparei com isso quase chegar nesse ponto.
Por hora, é isso aí. <img src='http://forum.hangarnet.com.br/public/style_emoticons/<#EMO_DIR#>/smile.gif' class='bbc_emoticon' alt='  ' />
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E finalizada a ilustração:
Esta foi elaborada usando marcadores cinzas, nanquim descartável profissional, caneta gel branca, pasteis oleosos e guache branca profissional. A guache, eu tive que jogar um pouco de água direto no frasco, pois, por se tratar de um pigmento muito concentrado (por ser profissional), a tinta, na ponta do pincel, simplesmente petrificava pouco tempo depois de entrar em contato com o ar.
Foi muito interessante desenhar essa cena. Consegui expor o que eu queria, no ângulo pretendido e os sentimentos planejados. Tudo ocorreu bem. Esse tipo de controle me deixa satisfeito porque eu vou realmente precisar ter o comando sobre todas as rédeas no momento de compor cada ilustração. Justamente por isso estou dando umas estudadas em arte sequencial, coisa de quadrinhos, para ter essa noção de poder fazer tudo em qualquer ângulo. Estou aprendendo também uma coisa que eu não sabia: o poder da simplicidade. Grandes ilustrações podem trazer muitas coisas sem necessariamente ser uma obra prima renascentista. Então, o conceito dessas ilustrações ganhou um quê mais prático e mais viável. Naturalmente, isto não será uma regra geral, pois, hora ou outra eu vou elaborar ilustrações completas com o melhor que eu posso oferecer como artista para colorir e enfeitar algumas páginas.
Enfim, o conceito das ilustrações foi definido depois de muito teste, desenho, esboço, material comprado e os escambau. Agora é desenvolver a técnica.
Simbora pro roteiro.
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Mais algumas ilustrações do roteiro para os capítulos novos (os capítulos das explicações e os porquês, não da trama):
![[Imagem: xrXRxaQ.png]](http://i.imgur.com/xrXRxaQ.png) ![[Imagem: kRv8dmD.png]](http://i.imgur.com/kRv8dmD.png)
Antes de começar a estruturação da trama, a organização dos capítulos que estão no livro, eu estou escrevendo os capítulos do roteiro. Aqueles que situam a história, a sinopse, o argumento etc. E também esclarecendo alguns pontos que ocorreram antes de a história começar, coisas que serão abordadas no livro, mas não na mesma cronologia que está no roteiro. Basicamente o prelúdio de tudo, mas de maneira bem resumida. Daí a ilustração das bolinhas ali que são - na verdade - uma explicação visual de algo que está escrito - situando o leitor a respeito do porquê que tudo ocorre (e me situando também).
Em suma, quando os pontos fundamentais da história estiverem esclarecidos e escritos. O roteiro efetivamente começará, organizando a trama e os capítulos do livro. Algumas ilustrações monocromáticas ainda virão, mas é provável que por esses dias eu comece a trabalhar numa inteiramente colorida tradicionalmente. O que vai ser o primeiro ensaio das ilustrações bônus do livro. A produção artística está bem rápida graças aos materiais que estou usando: papel bristol, nanquim descartável, marcadores e pastéis oleosos. Não preciso mais passar horas e horas trabalhando em artes monocromáticas como antigamente, quando usava apenas lápis. Como disse, quero reservar o "trabalho monstro" apenas para as ilustrações bônus. As monocromáticas, quero que o mérito delas fique por conta do traçado e da expressão - por isso, minha prática no estudo da arte sequencial.
É isso aí! Direto para o roteiro.
O roteiro ainda conta com uma ilustração inicial que eu fiz logo quando comecei a trabalhar nisto. É exatamente essa ilustração que eu vou reformular, trazendo as características definitivas da personagem e do ambiente.
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Inserindo cenário na maioria das ilustrações para que elas criem um contexto visual:
Aqui algum treinamento de composição:
Um treino no meio da semana, para chacoalhar o sangue na hora de compor as ilustrações do roteiro. Essas práticas são muitos boas porque contribuem para afiar a rapidez na hora de produzir cenas completas.
E aqui a próxima ilustração do roteiro, que vai substituir a que está servindo como capa atualmente:
Depois de todo aquele processo que postei aqui, as ilustrações atingiram o conceito final. Sendo assim, eu já sei exatamente o que usar e pra quê. Essa noção clara de materiais agiliza muito a produção, além do uso dos marcadores da Copic:
São produtos relativamente caros, muito usados por profissionais, mas que, pelo fato de serem recarregáveis, o investimento inicial vale a pena. E dura muito se cuidar bem.
Eu tive que reformular quase que por completo minha maneira de pintar/desenhar. Antigamente, eu usava apenas lápis grafite e lápis de cor. E as artes ficavam boas, mas o tempo de produção era muito alto para as minhas pretensões artísticas. Estou gradativamente substituindo lápis de cor por pincéis (mas usando lápis de cor profissionais para detalhes e definições de sombras, formas etc).
No caso dos marcadores, eles substituíram os lápis, diminuindo drasticamente o tempo de produção e aumentando a satisfação que eu tenho em desenhar. Além do visual excelente.
E um pouco do material inspiracional que eu recebi esta semana:
Enfim, rumo ao roteiro que ganhará novas páginas nesse final de semana. <img src='http://forum.hangarnet.com.br/public/style_emoticons/<#EMO_DIR#>/biggrin.gif' class='bbc_emoticon' alt='  ' />
Ilustra finalizada. Tive que usar aquarela para o cenário porque o marcador base secou, rssss. No mais, guache, pasteis oleosos, nanquim e marcadores.
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Saindo um pouco do foco do livro, aqui vai uma pintura que fiz há alguns meses:
Lápis de cor sobre papel Mi-Teintes.
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Mais estudos:
Desta vez, usando o próprio papel Bristol como base. Uma espécie de "adaptação" ao papel na hora de aplicar técnicas rápidas. É comum o artista trabalhar despretensiosamente num papel qualquer e fazer bonito, e ficar tenso na hora de usar o papel definitivo para fazer uma ilustração definitiva. Usar o papel Bristol como base de estudos está diluindo o medo do erro nas ilustrações finais.
E como eu optei por fazer arte tradicional (porque eu adoro ter meus quadros na parede), então errar não é uma opção. Adoro essa imposição cruel da Old School.
Estou aproveitando para fazer pequenos ensaios coloridos nesse papel. E procurando me desvincular mais um pouco do estilo mangá e ir na direção do realismo. Mas, não objetivamente ser um artista de realismo, porque eu não gosto do realismo, mas ficar no meio termo (bem no estilo de alguns dos meus ídolos: Simon Bisley, Roger Cruz etc).
![[Imagem: cWhCDjw.jpg]](http://i.imgur.com/cWhCDjw.jpg) ![[Imagem: wvbG9Do.jpg]](http://i.imgur.com/wvbG9Do.jpg)
Hora do show:
E surgindo:
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Fazendo alguns ensaios breves para a composição das ilustrações coloridas.
Pode parecer uma ironia, mas desde a minha última pintura tradicional até agora, tive que reaprender muita coisa. Meus métodos passaram por umas mudanças interessantes, a começar pelos materiais, agora profissionais, que me causaram espanto no começo e algumas dores de cabeça. São mais fáceis de usar e vívidos, mas são muito específicos. E essa especificidade, eu estou aprendendo a lidar somente agora.
Exemplo: quando usava materiais comuns, não poderia pensar em fazer as linhas primeiro para depois pintar - as linhas eram borradas (com nanquim profissional, isso não acontece). Tive que me adaptar ao papel Bristol, que tem uma textura ultra lisa, e exigiu que eu desenvolvesse mais precisão no traço - o que não ocorreu rapidamente, ainda mais com nanquim. Enfim, minha mente estava totalmente programada para trabalhar com materiais comuns e que exigiam muito mais esforço para atingir resultados mais brilhantes. Agora, estou tendo que aprender as medidas sutis dos materiais profissionais. A pressão sobre o lápis está ficando cada vez menor. Uma sutileza que eu não possuía (eu tinha que pressionar muito o lápis para atingir resultados legais antigamente. Haha!).
E caminhando...
A escrita do roteiro está seguindo sem grandes percalços e as ilustrações estão respondendo bem aos valores definidos nas postagens anteriores.
Entrei numa daquelas partes que não podem ir para a internet: o mapa. Isto porque o mesmo possui uma silhueta bacana, que lembra muito uma das formas mais básicas e presentes na nossa vida. Daquele tipo que é bater o olho e associar. Algo que, na minha opinião, traz um quê de especialidade ao negócio. Se fosse uma forma qualquer, sem nenhuma associação, eu provavelmente postaria. No entanto, segue algumas pequenas partes:
Também estou trabalhando na próxima ilustra do roteiro: que é a mesma personagem que tem sido trabalhada desde o início, mas em sua forma final até o meio do livro (quando ela muda de roupa, rsss). Vale salientar que, embora eu esteja (ainda) dando especial atenção às personagens mulheres, o livro não enfatiza a "feminilidade na guerra" ou coisas do tipo. Trata-se apenas de uma fase criativa, uma vez que os personagens homens também virão.
E para quem se interessa, algumas cartas do baralho: as canetas nanquim descartáveis. São três os melhores tipos: Mitsubishi, Sakura e Staedtler.
Possuem as mesmas características e basicamente as mesmas qualidades, exigindo certa destreza em traços contínuos e precisos (coisa que se adquire com a prática). Muito embora detenham, de maneira muito sutil, algumas diferenças: a Mitsubishi (a de cor preta) é mais precisa porque é ligeiramente mais leve e, por isso, mais gostosa de usar (uso em formas menores como rostos e detalhes pequenos). A Sakura (a de cor creme) é a mais pesada, a tinta é bem forte e pode necessitar de alguma adaptação devido ao formado. Eu não gostei desta na hora de contornar as formas menores, mas é muito útil em cenários, por exemplo. A Staedtler (a de cor cinza) é boa também, mais leve que a Sakura e mais pesada que a Mitsubishi, sendo quase um meio termo. É também a mais cara de todas (a mais barata é a Mitsubishi).
O grande detalhe dessas canetas é que, por serem profissionais, são resistentes à água e borrões. Uma característica marcante e que faz toda a diferença na hora de fazer preenchimentos, seja com marcadores, lápis de cor ou técnicas molhadas como aquarela, guache, acrílica etc. Resistente a borrão significa que após os contornos completos sobre o esboço, você pode passar a borracha por cima (limpa tipos) que os traços do grafite somem e os da caneta ficam lá, intactos. É preciso, porém, esperar um pouco para garantir que a tinta seque. Este é um dos exemplos das especialidades de materiais profissionais sobre os comuns.
Obs.: a borracha ali é uma de precisão da Mono, uma das melhores borrachas que se pode encontrar no mercado. É de procedência japonesa, mas pode ser encontrada facilmente em lojas do Brasil. É especialmente macia, preservando o papel e tirando com muita competência os traços do grafite.
E embora esses materiais sejam profissionais, eles não são caros. As canetas, pode exemplo, são em torno de R$ 10,00 cada uma e dura bastante (no papel Bristol, então...). E a borracha de precisão gira em torno de R$ 25,00, sendo que você pode recarregar comprando os refis que são muito baratos.
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Versão final do desenho sendo confeccionada:
Aproveitando para usar a caneta nanquim da Copic para contornar a personagem (usei Staedtler para o resto), a mesma que produz os famosos Copic Markers - que andei ilustrando alguns por aqui. Também são muito boas, macias, precisas e recarregáveis (o que as deixa mais que dobrado de preço em relação ao demais - embora você não precise, por vários anos, comprar canetas novas. Apenas os refis que, por sua vez, são quase R$ 10,00 na distribuidora oficional: http://www.copic.com.br).
É isso aí!
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E seguindo em frente:
O processo criativo também envolve música que, se for algo relacionado ao que está sendo criado, pode despertar algumas sensações que corroboram para a beleza do resultado final.
Taí o sonzinho que está embelezando ainda mais a finalização dessa arte: [url="https://www.youtube.com/watch?v=GUF12vUSlUQ"]https://www.youtube....h?v=GUF12vUSlUQ[/url]
Além disso, desenhar, para quem o faz com prazer, é um processo lúdico que conduz o desenhista para muitos lugares. A música pode ser uma grande aliada a partir do momento em que facilita essa "viagem mental".
No meu caso, gosto de ouvir música quando estou fazendo coisas automáticas como preenchimentos e contornos. Já quando estou envolvido em pesquisas ou escrita, prefiro o silêncio.
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A ilustração já está finalizada e logo ganhará seu espaço no roteiro. Nesta eu usei desde aquarela até pasteis oleosos. Deu um resultado mais interessante do que usando os marcadores da Copic que, por sua vez, têm um cheiro muito forte e acabam muito depressa - exigindo o carregamento constante (o que não é barato, já que se trata de ferramentas importadas e ainda um tanto restritas no Brasil).
Sendo assim, penso que usarei apenas a aquarela em preto e branco para as ilustrações mais básicas. O primeiro resultado está aí:
Para os que se interessam por aquarela, os melhores pincéis são, sem dúvida, os de pelo de Marta fabricados pela Tigre - dos tubos e encanações. A Tigre possui um departamento especializado na produção de pincéis para arte e, em se tratando de pelo de Marta, existem três: O Tropical (de qualidade inferior), O pelo de Marta (qualidade mediana) e o Kolinsky (pelo de Marta original).
Este último, usado apenas por profissionais, é também o mais caro, podendo, algumas peças, chegaram aos R$ 238,00 a unidade. Naturalmente não são todos os pincéis Kolinsky que têm esse preço, mas vale a salientar que a qualidade superior tem preço acima dos anteriores citados. O que eu usei para essa ilustração é pelo de Marta mediano e, mesmo mediano, a diferença dos pincéis comuns é muito grande.
Isso porque o pelo de Marta é muito maleável e propicia o melhor desempenho nos mais variados movimentos da mão. E tem aquela característica de afinarem na ponta quando molhados, o que faz uma baita diferença. Sendo assim, não existe pelo sintético que possa superar a qualidade do pelo de Marta, por mais propagandista que seja o distribuidor.
Agora, fazendo um novo ensaio com os lápis de cor profissionais:
Uma figura de minha autoria, de uma uma história que se só me darei o trabalho de escrever se concluir a que estou trabalhando atualmente. Nesta, estou usando apenas lápis de cor profissionais (que tive uma enorme dificuldade de adaptação no início, chegando ao ponto de ponderar uma migração definitiva para a arte digital - uma ideia imprudente e impulsiva, típico de algumas das minhas ânsias artísticas). Mas que agora estou conseguindo usá-los normalmente, obtendo resultados bem melhores e mais rápidos.
Legal que, apesar de ter tido uma grande "confusão artística" no início, estou conseguindo retomar o meu estilo de sempre com os pigmentos profissionais.
Lápis de cor Polycolor da Koh-I-Noor sobre papel Canson Lay-Out.
Mais uma...
Esta eu vou colorir em tons de cinzas com lápis de cor. Isto porque não sei se continuarei a usar os marcadores por serem difíceis de repor (no site oficial, estão sempre em falta os refis). Os lápis de cor serão, no entanto, os profissionais da Koh-I-Noor:
Ainda estou esperando chegar, então, só a partir da semana que vem que irei finalizar este.
No momento, estou trabalhando num conjunto de artes de diversos personagens. Todas com a proposta de serem em tons de cinza. Uma maneira, na verdade, de conhecer os personagens visualmente, trabalhar algumas coisas e me situar um pouco mais na história. Será neste conjunto de ilustrações que outros personagens surgirão, incluindo os homens - que não dediquei nenhum trabalho visual até agora.
Como não poderia deixar de ser na primeira ilustração, uma das personagens principais.
[size="5"] . . .[/size]
E construindo visualmente algumas das personagens mais importantes.
São os primeiros desenhos, todos feitos em nanquim. Pretendo desenhar todos os personagens que tenho em mente até agora e fechar o cerco visual da história até então. A regra para esse jogo está sendo construir o vestuário de cada um com base na realidade: as túnicas, as botas, as luvas, os cintos foram todos pesquisados para que se assemelhassem a "moda" real da idade média. Uma brincadeira bem divertida e que está fomentando novas ideias.
Uma das minhas pretensões é fazer com que esta história tenha cheiro de RPG. Lembro-me dos desenhos animados que via quando criança, os clássicos de hoje em dia, e da capacidade que eles tinham de me tragar para aquele universo. Antigamente, assistir a uma filme era algo até bem sério porque as histórias eram escritas com aquele cuidado e capricho que falta hoje em dia.
Obras como Caverna do Dragão, A História sem Fim, O Dragão e o Feiticeiro, Cavalo de Fogo, O Pequeno Príncipe e um sem-número de filmes, series, livros e histórias como essas trazem aquela aura muito cativante justamente, penso eu, por terem tido produções levadas muito a sério (que acredito ser o calcanhar de Aquiles de hoje em que os produtores fazem tudo às pressas como se tudo não passasse de enlatados). Enfim...
Uma curiosidade interessante sobre criar uma personagem: essa daí de cima, eu só consegui desenhá-la satisfatoriamente quando a batizei corretamente. Havia dois nomes, um mais suave e outro mais forte, com significados que corroboram com a suavidade e força da pronúncia respectivamente, e, de acordo com a personalidade da figura, ela só começou a surgir no papel com todas as suas qualidades quando eu escolhi o nome certo. Enquanto usei um nome que não combinava com a personalidade, a personagem não era bem interpretada visualmente.
E esta, por ter me dado tanto trabalho desde o início (para só agora se revelar satisfatoriamente), eu vou revelar o nome: Ofélia, que vem do grego, que significa "aquela que ajuda, aquela que socorre nas dificuldades"... Não podia dar outra para esta personagem. <img src='http://forum.hangarnet.com.br/public/style_emoticons/<#EMO_DIR#>/smile.gif' class='bbc_emoticon' alt='  ' />
Uma ideia puxa outra, uma frase puxa outra, um parágrafo puxa outro que faz uma página que, por sua vez, puxa outra página... É assim que se escreve um livro.
Bem, a tentativa de refazer uma ilustração não deu muito certo. Apesar de excelente, o papel Bristol não consegue "puxar" direito a cor vibrante dos lápis de cor profissionais. Sendo assim, deixei de lado a pintura.
Então, resolvi dar mais uma trabalhada nos personagens do meu livro e iniciei esta:
O papel é diferente (Canson Lay-Out - um sulfite profissional) e se enquadra bem ao que eu gosto: folha lisa, brancura total etc. E embora seja liso, não chega ao extremo do Bristol, o que corrobora para a cor vibrante dos lápis de cor.
Outra coisa que eu estou fazendo diferente nessa ilustração é deixar o nanquim de lado. As linhas escuras muito vivas prejudicam um pouco a suavidade do desenho colorido. Então, vou trabalhar como antes: tons sobre tons com um lápis bem leve (H) por baixo, apenas para dar um contorno. Isso vai possibilitar a luz direta (silhuetas de brancos vívidos, oriundos da iluminação direta). Logo, acredito que as ilustrações coloridas serão feitas apenas com lápis - sem os contornos escuros do nanquim.
Pela primeira vez, mesmo com os lápis de cor da Faber-Castell do lado, não senti necessidade de usá-los. O que significa que estou realmente me adaptando aos lápis profissionais. uma luta, hein? Interessante que, antes, com os lápis comuns, eu tinha que usar uma cor para diluir as demais e criar camadas suaves. Com os profissionais, isso não é necessário porque eles têm a capacidade de se misturarem quando friccionados por outros lápis - lembrando lápis e esfuminho. Uma coisa que eu só descobri recentemente. Devia vir com manual de instruções, hein?
E lembrando que quando chegarem os lápis de cor tons de cinza, eu finalizarei as ilustras das três personagens e as digitalizarei para postar o resultado final. Naturalmente eu continuarei a usar o papel Bristol e o nanquim para as ilustrações monocromáticas.
É isso aí! Ao longo da semana, eu vou pintando e postando os passos.
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Fala um pouco sobre seu livro, esses desenhos geram curiosidade =d
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11-27-2014, 05:22 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 11-27-2014, 08:50 PM por Zelador.)
É uma narrativa, antes de mais nada, de um romance entre dois personagens muito diferentes, mas que fazem parte de uma mesma "ordem". Um homem e uma mulher adultos e especialmente importantes dentro daquela ordem que têm a oportunidade de perceber o que sentem um pelo outro após o estopim de uma série de acontecimentos que modificam seriamente a estrutura do mundo em que vivem (um mundo ambientado na idade média).
Esses acontecimentos são causados pela garota que eu estou pintando esses dias que, por sua vez, é persuadida (por um personagem capaz de se disfarçar de humano) a ter a atitude que leva a modificação desse mundo medieval. Tal personagem usa a garota para fazer algo que ele não pode por duas razões: a tenra idade dela (e a facilidade de ser enganada) e o fato de ele não poder entrar em determinado local por possuir um coração mal.
Mesmo sem compreender. Naquele instante, a garota provoca a destruição e o desaparecimento de muita coisa em seu mundo - seu vilarejo e a morte de seus pais e familiares. É quando ela encontra o par de cavaleiros que, por sua vez, resolvem adotá-la - contrariando uma séries de leis dessa ordem.
Daí começa uma trama em que o casal de cavaleiros e a menina percorrem boa parte do mundo proposto (o mapa) com o objetivo de buscar aliados para desfazer o mal que a garota provocara. Sendo eles mesmos caçados pela tal ordem, num mundo dominado pelo medo e a desesperança.
A garota, porém, esconde um grande segredo... Que pode ser bom ou ruim.
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O gancho eh bem legal, acho q esse artigo pode te interessar:
http://www.megacurioso.com.br/comportame...arvard.htm
Vc elaborou os personagens e o mundo em detalhes antes de elaborar a história ou está sendo algo gradativo? (imagino que um fantasy medieval deve exigir mt)
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11-27-2014, 10:27 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 11-27-2014, 10:30 PM por Zelador.)
[quote name='-Gunner' timestamp='1417133028' post='3270926']
O gancho eh bem legal, acho q esse artigo pode te interessar:
[url="http://www.megacurioso.com.br/comportamento/54509-quer-escrever-bem-entao-veja-estas-6-dicas-de-um-especialista-de-harvard.htm"]http://www.megacurio...-de-harvard.htm[/url]
Vc elaborou os personagens e o mundo em detalhes antes de elaborar a história ou está sendo algo gradativo? (imagino que um fantasy medieval deve exigir mt)
[/quote]
Agradeço demais o link que você postou! Tal como o desenho, eu também procuro estudar a escrita. E, por isso, todo material é importante! Muito obrigado!
Os personagens, tal como a ambientação (o mapa, os vilarejos etc) surgem na medida em que a história é escrita e ilustrada. Houve, num entanto, um ponto de partida. Um primeiro personagem, no caso, essa menina da pintura (que antes era um menino. Mas, por questões importantes foi definida como do sexo feminino). Quando ela surgiu definitivamente, suas origens e importância foram tomando forma de maneira mais ou menos intuitiva... E tal como um quebra cabeça, algumas peças foram trocadas ou remanejadas de modo a se atingir a harmonia narrativa e eliminar, pouco a pouco, os furos da trama.
Alguns valores de construção foram se definindo, coisas do tipo: "embora seja uma fantasia medieval, oferecer figuras mais ou menos inovadoras para não cair no arroz com feijão que todo mundo já conhece", "tomar cuidado com excessos. Magia é legal, mas nenhum personagem precisa usar isto como se fosse a coisa mais normal do mundo". Coisas assim... A própria ambientação, a abordagem inicial e o desenrolar da trama, tal como as regras que fazem o mundo proposto, são abordados por uma ótica fora da maioria dos padrões que temos especialmente nas séries antigas. Elfos, dragões, orcs... Todos já conhecem essas criaturas e há muitas séries que as exploram. Logo, estou usando coisas diferentes e procurando diluir isso para que o leitor compreenda de forma natural as coisas que vão acontecendo.
Enfim, é um processo muito interessante (tornou-se mais divertido que qualquer outra coisa que eu poderia fazer). Cada personagem se revela único no ambiente e vai tomando seu espaço com o tempo. Além disso, a arte e a escrita (que parecem crescer em paralelo), corroboram para o trabalho ficar ainda mais interessante. É o que eu sempre quis fazer, hehehe!
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Tem vários livros que dão dicas que vão do planejamento a comercialização.
Eu tb adoro escrever, e penso em escrever um livro no futuro. Eu já venho pensando a história a algum tempo, mas quero refinar bem antes de começar.
Aproveitando a deixa do artigo:
http://ficcao.emtopicos.com/escrever/dic...historias/
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Eu venho analisando os livros de sucesso, procurando os pontos fortes deles, o que eles tem em comum e outras coisas do tipo.
Por enquanto estou nessa fase, mas já tenho uma história principal elaborada, temática tb é medieval, mas sem fantasia nenhuma.
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Legal, você poderia falar mais sobre o assunto? Como também adoro escrever, gosto de saber sobre a ideia dos outros como também um pouco do processo criativo.
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