Avaliação do Tópico:
  • 0 votos - 0 Média
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
6 LIXOS ACADÊMICOS CUSTEADOS POR VOCÊ
#1
6 LIXOS ACADÊMICOS CUSTEADOS POR VOCÊ

Em 2014, a revista britânica Nature, que é especializada em ciência, analisou a qualidade da produção acadêmica entre diferentes países. Os resultados dos pesquisadores brasileiros são de envergonhar qualquer um minimamente preocupado com o avanço da ciência.

Os dados demonstram que a academia brasileira produz mais pesquisa de baixa qualidade do que de boa – e a um custo bastante elevado. Nos periódicos de excelência, apenas 1% das publicações é de brasileiros. Enquanto o Brasil despendeu R$ 30 bilhões para veicular 670 artigos em revistas de prestígio, o Chile, para pegar um exemplo latino americano, publicou 717, gastando absurdamente 15 vezes menos. Isso faz com que a nossa relação de eficiência no uso de recursos aplicados à pesquisa coloquem o Brasil em 50º lugar entre 53 países analisados.

A academia é um instrumento que, se bem utilizado, impulsiona o desenvolvimento da sociedade por intermédio das inovações que os pesquisadores descobrem. Assim, embora haja um dogma bastante presente em nossas universidades de que qualquer forma de conhecimento é válida, é preciso ter em mente o fato de que há um custo de oportunidade ao seguir determinadas linhas de pesquisa.

Ao se decidir analisar a psicologia por trás de um jogo de RPG, se deixa de pesquisar as reais motivações que levam indivíduos em boas condições e estruturas sociais a praticarem crimes, por exemplo. Enquanto esta produção acadêmica pode resultar em um diagnóstico que, eventualmente, fundamente políticas públicas que possam reduzir a criminalidade, aquela está fadada a ter um impacto social nulo.

Quem vive nos corredores das universidades brasileiras tem a impressão de que a maior parte das pesquisas é produzida com a única finalidade de, ao final, constar no currículo lattes do pesquisador. Além disso, qualquer pesquisador de ponta sabe que suas preferências ideológicas não devem atrapalhar ou contaminar análises científicas. Há uma excessiva politização em nossos trabalhos acadêmicos, ao passo que ciência boa é aquela em que o método possui objetividade, evitando vieses.

Há uma falta de compreensão na academia brasileira a respeito do research design (desenho de pesquisa), que serve justamente para estabelecer regras metodológicas robustas a fim de validar o estudo produzido. Nesse sentido, o papel das universidades brasileiras tem sido muito mais o de uma busca por justiça social do que de produção científica séria.

Embora não deva ser difícil para o leitor entender o porquê de uma produção acadêmica não poder ser um fim em si mesmo ou das motivações éticas e práticas que deveriam impedir alguém de fazer um paper acadêmico como manifestação de sua militância ideológica, esse tipo de conduta parece ser a regra de grande parte dos pesquisadores brasileiros.
Vale destacar que projetos ruins ganharem bolsas no Brasil é uma questão de incentivos institucionais: pelo método de nota que a Capes dá aos cursos de graduação, para manter nota é preciso utilizar as bolsas; caso não sejam concedidas a nenhum pesquisador, o departamento pode a perder para sempre. Dessa forma, alguns projetos que talvez não merecessem financiamento são aprovados a fim de que não essas bolsas não sejam perdidas. Nesse sentido, separei 6 exemplos de trabalhos acadêmicos que demonstram o que você andou financiando nos últimos tempos – e que é difícil acreditar que alguém se disporia a pagar voluntariamente por eles.

1) Você pagou por um trabalho que defende “mostrar o Cu contra o capital”

A título de dissertação de mestrado para design, Carlos Guilherme Mace Altmayer apresentou em 2016 “Tropicuir. (Re)existências políticas nas ações performáticas de corpos transviados no Rio de Janeiro”. O título é um neologismo criado pelo autor, que mistura “tropical” e “queer” (termo em inglês utilizado para conceituar pessoas que não seguem o modelo de heterossexualidade ou de binarismo de gênero).

No trabalho, o autor analisa diferentes representações artísticas no Rio de Janeiro que contrariam o ambiente multicultural “em que há uma falsa tolerância em que estamos inseridos”. Para o pesquisador, há na sociedade um estímulo a uma série de comportamentos reprováveis, tais como a “homofobia, o racismo, o etarismo, o colonialismo, o capacitismo, a gordofobia, a transfobia, a lesbofobia, a bifobia e os discursos de ódio em geral”. O investigador culpa o “contexto capitalista neoliberal” por produzir a heteronormatividade, isto é, a marginalização ou perseguição de orientações e práticas sexuais que não sejam hétero.

Entre os trabalhos analisados para a produção da dissertação – apenas para citar um exemplo para o leitor entender o nível do trabalho – está a obra do artista Kleper Reis e seu projeto “CU É LINDO”. A obra compõe uma trilogia de trabalhos denominada “A Santíssima Trindade ou Em Nome Do Pau, Do Cu e Da Buceta”.

Para o autor, a mídia brasileira possui um papel de controle moral e invisibilizador das dissidências sexuais. É por isso que “A sociedade brasileira está em crescente processo de fascistização, e que insiste em controlar, manter e promover o autocontrole de nossos cus.”
Ao final ele propõe uma “urgente política na criação de linguagens estético-políticas para proteger práticas artísticas” no sentido de confrontar com uma visão binária de gênero, sendo preciso haver uma resistência a eles.

E você, leitor, pagou essa militância tese acadêmica, porque o autor foi beneficiário de um programa de bolsas da CAPES.

[Imagem: 001.png]

2) Você pagou para os níveis de problematização chegarem a um jogo

World of Warcraft é um popular jogo de RPG que se passa no universo de Azeroth. Há mais de 5 milhões de jogadores em todo o mundo, sendo bastante famoso entre os brasileiros. Como o próprio nome sugere, trata-se de um jogo de guerra, mas isso não o impediu de ser objeto de uma problematização de masculinidades a título de dissertação de mestrado.

A ideia do trabalho é relativamente simples: a mídia propaga os símbolos da masculinidade viril por intermédio de filmes, livros, revistas, séries e jogos. “Os protagonistas masculinos possuem imagens fortes, grandes e conquistadores”. Assim, há um endosso na formação de estereótipos, disseminando referências e marginalizando muitos homens que não conseguem atingir esse status hegemônico, sendo, portanto, marginalizados.

Para demonstrar isso, o pesquisador se aprofunda na narrativa do jogo em questão para identificar as estratégias discursivas presentes nas representações de tipos de masculinidades e identidades em dois personagens do jogo, entendendo que eles acabam por reforçar o estereótipo de gênero.

O trabalho é uma reflexão sobre modelos socialmente impostos por uma sociedade patriarcal em que a supremacia masculina possui sua hegemonia baseada na dominação. Na narrativa desenvolvida, ele fala de “Garrosh”, um orc que, segundo o autor, possui um problema de masculinidade por causa da relação que nunca teve perante sua figura paterna. Por ser incapaz de lidar com seus sentimentos, o orc extravasa o que sente por intermédio de sua agressividade.

Nada mau ganhar uma bolsa para passar o semestre jogando e problematizando um game e, ao final, receber um título de mestre em letras por isso.

[Imagem: 002.png]

3) Você pagou para um pesquisador viver experiências sexuais em um banheiro de rodoviária

“Fazer banheirão: as dinâmicas das interações homoeróticas nos sanitários públicos da Estação da Lapa e adjacências” é uma investigação realizada por um pesquisador que almejava o título de mestre em antropologia.

Por quatro anos, o pesquisador frequentou banheiros públicos da cidade de Salvador para observar o comportamento de homens que se relacionavam sexualmente com outros homens nesses espaços.

O autor da dissertação relata que o hábito de relacionar-se sexualmente com homens aleatórios em banheiros públicos acompanhou sua sexualidade desde quando mais jovem. Assim, decidiu investigar o caso por meio de metodologia autoetnográfica, o que significa que foi baseada na experiência pessoal do pesquisador. Ao longo de 118 páginas, ele narra vários encontros sexuais que observou e que ele próprio viveu. O objetivo? “desmarginalizar esse tipo de comportamento” para que as pessoas perdessem o preconceito em relação à prática sexual em determinados locais públicos.

A Capes financiou a pesquisa em cerca de 20 mil reais e, ao final, o autor obteve o título de mestre em antropologia na Universidade Federal da Bahia.

Após críticas recebidas pelo trabalho, diversas entidades educacionais de antropologia e grupos de estudos de sexualidade divulgaram notas de apoio à pesquisa – o que diz muito mais sobre a comunidade científica brasileira que sobre a qualidade do trabalho.

[Imagem: 003.png]

4) Você pagou para problematizarem o sertanejo universitário

A música é uma manifestação artística e, como tal, representa uma configuração social. Dessa forma, o conteúdo e forma das composições refletem mudanças culturais que ocorrem na sociedade.

Assim, enquanto no “sertanejo raiz” as letras abordavam os prazeres e as dificuldades da vida no campo, o sertanejo universitário passou a focar em prosperidade, festas e poligamia. O autor conclui que isso representa um aumento da autoestima masculina. Para tanto, ele analisa músicas como “Balada (Tchê tcherere tchê tchê)” de Gusttavo Lima, “Camaro Amarelo” de Munhoz & Mariano e “Chora, Me liga” de João Bosco e Vinicius.

O objeto de sua pesquisa é analisar o significado de cada trecho das composições. Veja esse trecho em que o autor examina o significado de trechos da música “Camaro Amarelo”:

E do dia pra noite fiquei rico → Eu sou rico e sinto orgulho disso.
Tô na grife → Eu tenho estilo e sinto orgulho disso.
Tô bonito → Eu sou bonito e sinto orgulho disso.
Tô andando igual patrão → Eu tenho status e sinto orgulho disso.
Só que agora vou escolher, tá sobrando mulher → Eu sou desejado e sinto orgulho disso

Dessa forma, segundo o autor, o sertanejo universitário traz elementos como a condição financeira estável, o acesso a bens de consumo e a lugares exclusivos, além de relações amorosas fáceis e efêmeras, o que contribui para que os homens se sintam mais realizados.

O trabalho, financiado pela CNPq, conclui que a autoestima masculina nas canções sertanejas universitárias acontece à custa da autoestima feminina.

O sertanejo virou palco de uma luta de gênero e rendeu um mestrado em linguística para o autor. O resultado prático da pesquisa, porém, é vazio: em nada muda o problema do machismo e as inúmeras agressões vividas diariamente por mulheres no país.

[Imagem: 004.png]

5) Você pagou para relatarem o que acontece em orgias gays

O resultado de uma bolsa de doutorado em antropologia foram relatos de práticas sexuais que ocorrem em festas de orgias gays no Rio de Janeiro. Basicamente o pesquisador praticou voyeurismo e relata, ao longo de 348 páginas, uma reflexão sobre o que é produzido em casas de orgias e o que proporciona o desejo de algumas pessoas a praticarem sexo coletivo de forma recorrente.

No trabalho, o pesquisador descreve as normas de conduta que são esperadas para o praticante da orgia, sendo norteadas por três princípios básicos: “masculinidade, discrição e a putaria”.

Ele conclui que as festas de orgia são “muito mais que um conjunto de pessoas que se encontram para fazer sexo umas com as outras”. Trata-se, segundo ele, de uma “tentativa de fugir de cânones morais, familiares, institucionais, religiosos e sociais”.
Essa conclusão, nada surpreendente, rendeu-lhe um doutorado em antropologia e mais uma conta para você pagar.

[Imagem: 005.png]

6) Você pagou para defenderem a criação de uma ciência autônoma racial

93% dos brasileiros acreditam haver algum tipo de racismo na sociedade brasileira. A questão da discriminação racial ainda é um grave problema social, não há como negar. Pensando nisso, uma tese de doutorado propôs uma reflexão sobre africanidade e eurocentrismo, partindo da premissa de que “há um fenômeno de racismo antinegro e antiafricano na Ciência Ocidental”.

A pesquisadora problematiza o racismo dentro do contexto do ensino superior, afirmando que “a produção científica moderna produziu verdades que negam o negro do gênero humano”. A ciência, para ela, “cria leis para a Humanidade baseada apenas no olhar do Homem branco europeu ou norte-americano”.

Ao longo do trabalho ela argumenta que o modo de fazer ciência nos aliena da função política de cada profissão. Ademais, aduz que a ciência ocidental moderna demarca fronteiras raciais em suas disciplinas com fundamentos estabelecidos há 5 séculos, resultando em opressão, violência e exclusão, “se apropriando da vida das populações negras e africanas”.

Por considerar que um africano que se forma em uma universidade na Europa passa a ter um pensamento anti-África, ela propõe a “descolonização do conhecimento”. Para tanto, é preciso um urgente distanciamento da ideia de universalidade da ciência para criar um campo completamente autônomo na produção de conhecimento das populações negras e para servir a esse segmento da sociedade.

Em outras palavras, você custeou uma pesquisa que defende jogar no lixo séculos de descobertas acadêmicas.

https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-...nda-parte/

porra, dai eh pra fuder.. e nego reclamando pq cortaram investimentos no CAPES, mas obvio, olha as merdas q fazem pqp..

problematizaram até WoW!
Responder
#2
humanas é cabuloso memo, pra cada coisa relevante tem umas 15 que são total sem sentido.. hahahahhahahahhaahah

alguns temas ai são até interessante de serem discutidos, mas não consigo ver isso na forma de um artigo científico


[Imagem: 96jTxMx.jpg]
Responder
#3
"Faltam recursos"para a educação. Útil, Idiota.


Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás.

Inventado
Responder
#4
[Imagem: DkQdnPnX0AEwUQw.jpg]
Responder
#5
(08-12-2018, 07:33 PM)Ein Escreveu: Fiquei sabendo de uma pesquisa sobre games vinculada em instituição de alto nível, que inclusive foi relatada ao vivo no tal grupo de Whatsapp da hnet... Coisa sinistra.

conte mais


[Imagem: 96jTxMx.jpg]
Responder
#6
(08-12-2018, 08:55 PM)sanka Escreveu: [Imagem: DkQdnPnX0AEwUQw.jpg]

Vsf seu esquerdinha adorador de muçulmano, por tua causa um muçulmano estuprou o ânus do piva ontem na Suécia.


Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás.

Inventado
Responder
#7
(08-13-2018, 03:10 AM)Viva Che Escreveu: Vsf seu esquerdinha adorador de muçulmano, por tua causa um muçulmano estuprou o ânus do piva ontem na Suécia.

Lava a boca antes de falar meu nick, moleque.


<clap-> eu enfiei na bunda

<_Hawk_> não dói não?

<clap-> eh horrivel

<clap-> a veio

<clap-> vou ser sincero

<clap-> doi pra caralho

<clap-> tu quase desmaia

<clap-> de dor
Responder
#8
Esse foi o pior que o Constantino conseguiu achar?

[Imagem: betterthan.jpg]


Manson Escreveu:ps: seu pai te dar uma empresa não te torna um empresário, te torna um herdeiro
Responder
#9
VAI ESPALHAR ESSA MERDA POR QUANTOS FORUNS???

http://www.hardmob.com.br/boteco-hardmob...-voce.html


https://imgur.com/a/Nqipni8
Responder
#10
is this brender


[Imagem: 96jTxMx.jpg]
Responder


Saltar Fórum:


usuários a ver este tópico: 1 Visitante(s)