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As regras pra participar do RPG estão no tópico Off-Topic. Dêem uma conferida lá antes de postarem aqui.
Fronteira Hue Huebria e Tristan
Montes Kaoz
O poder do exército de Hue Huebria era simples. Números. Os huebr não tinham a melhor cavalaria, a melhor infantaria ou os mais poderosos magos. Ainda que fosse preciso juntar 10 huebrianos para vencer um simples guerreiro tristaniano, eles viriam em 20, talvez 30 e venceriam mesmo sofrendo grandes perdas. Era essa sua força.
No fim do outono, a erupção de um vulcão destruiu várias cidades e grande parte das reservas de grão que Tristan possuia. Seria um longo e difícil inverno. Sabendo da dificuldade que o reino passava, algum alto lorde huebriano teve a idéia de iniciar uma campanha de conquista. Por sorte, o velho rei tinha aliados na corte de Hue Huebria e tivera tempo de juntar as poucas forças capazes de defender o reino e as havia dado a seu mais famoso líder militar, o Marechal Technomancer.
Ao invés de fortificar e aguardar o ataque, o Marechal tivera a idéia absurda de partir o mais rápido possível para a fronteira, para as montanhas Kaoz. Montado em seu cavalo branco, o general Bekaen, pensava no plano de combate do Marechal e via que ele merecia sua fama. Era um plano simples mas ardiloso, que destruiria as tropas huebrianas antes que elas pudessem causar algum mal. Bekaen segurou com mais força a mão onde estava o pergaminho. Ele se sentia, do fundo do que restava de seu coração, mal por ser justo ele o judas do Marechal Technomancer.
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Fronteira Hue Huebria e Tristan
Montes Kaoz
Do alto de um platô nas montanhas, o General Bekaen seguia com o olhar enquanto os planos de Techomancer se desenrolavam. Um comboio militar tristaniano, formado por 10 enormes carroças de surpimentos e sua guarda formada por 10 guerreiros a cavalo mais os cocheiros atravessava um caminho coberto de neve por entre os montes.
Suprimentos.
Eram um prato cheio para as tropas huehuebrianas que, por meio de espiões, Techonmancer sabia estarem nas proximidades. Quando "viram" os huehuebrianos os soldados de Tristan viraram o mais rádido que podiam suas carroças e iniciaram a fuga. As tropas huehubrianas fisgaram a isca e partiram em disparada atrás do "comboio perdido". Menos que um exército organizado, os perseguidores pareciam uma horda de hienas famintas em busca de uma corsa ferida.
Até então, o plano corria como o Marechal Techonmancer esperava...
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10-02-2013, 10:08 AM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 10-02-2013, 10:09 AM por Góris.)
Passo dos Jorens, Montes Kaoz
Fronteira Hue Huebria x Tristan
As enormes carroças de suprimento foram cercadas. As tropas huebrianas gritavam em júbilo, poderia haver ouro, poderia haver itens caros, poderia haver comida, fosse o que fosse, seria deles. Apenas 10 guardas a cavalo e os cocheiros estavam entre eles e os espólios. Mas a caça se tornou presa quando o primeiro dos cocheiros, ao invés de tremer de medo, se ergueu, levantando uma espada maior e mais pesada do que qualquer um poderia erguer. Ele deu um brado de guerra enorme e jogou suas capas de cocheiro para o alto, mostrando um temível guerreiro de armadura completa, o Marechal Techomancer!
Outros cocheiros se ergueram e jogaram suas vestes ao chão, mostrando-se a Elite dos Campeões de Tristan. Um deles, um guerreiro cheio e barbudo, ergueu um chifre de wivern e o assoprou, com o som reverberando pelas paredes do passo.
Era o sinal para que, de dentro de cada uma das carroças que deveriam estar cheias de espólios, saiu uma coluna de 100 taranos (guerreiros em armaduras pesadas, com enormes escudos de metal e lanças compridas), 10 de cada carroça. Erguendo seus escudos e apontando as lanças, criaram um círculo em volta das carroças, os primeiro huebrianos tentaram parar, mas os que vinham atrás, sem ver os inimigos, os empurravam contra as lanças. Antes da segunda formação sair de dentro das carroças, já mais de uma centena de guerreiros huebrianos haviam perdido a vida.
O plano continuava como esperado.
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[color="#8B0000"]Passo dos Jorens, Montes Kaoz
Fronteira Hue Huebria x Tristan[/color]
Com seus pesados escudos de aço e enormes lanças, os taranos eram um muro humano ao redor das carroças. Logo após eles, outras duas colunas saíram, singularis, guerreiros armados com espadas e escudos, que dariam suporte enquanto os taranos avançassem . O plano era empurrar os huebrianos contra as paredes rochosas do passo e os esmagar. Logo após os guerreiros, saiu de cada vagão uma leva de arqueiros de elite que se uniram no centro do círculo de carroças e dando suporte aos taranos e guerreiros.
Finalmente, cléricos e arcanos saíram por último. Enquanto os cléricos davam moral ao guerreiros e cuidavam dos (ainda) poucos feridos, os arcanos invocavam suas artes, chicotes de fogo e a invocação de salamandras de fogo para os piromantes, chuvas de granizo e golens de gelo pelos criomantes... Valas se abriam na terra, enterrando huebrianos vivos, enquanto onde eles mostravam-se mais fortes, tremores de terra os jogavam ao chão e fazendo serem esmagados pelos taranos e demais guerreiros, vítimas dos tersmantes. Por fim, além dos cavaleiros que já protegiam antes o comboio, outros guerreiros saíram dos vagões e retiraram os cavalos que puxavam as carroças. Eram os Dragões e as Sidereas de Tristan. [b]Góris[b] estava entre os membros desta última onda.
No centro, no cimo da maior carroça, o Marechal Technomancer e três de seus tenentes de confiança usando sinais com bandeiras e toques de chifre de wivern coordenavam a batalha. Apesar de sério, Technomancer sorria por dentro. Naquele lugar, naquele momento, ele era o maestro supremo de uma terrível sinfonia de destruição. 500 guerreiros tristanianos já haviam derrotado igual número de huebrianos com perdas mínimas e poderiam ainda vencer outros 5.000 inimigos. Orgulhoso de sua capacidade e de seu brilhante plano, Technomancer mal imaginava que à partir dalí, seus planos não valeriam mais nada...
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10-04-2013, 10:52 AM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 10-04-2013, 10:52 AM por Góris.)
[color="#FF0000"][size="4"]Passo dos Jorens, Montes Kaoz[/size]
Fronteira Hue Huebria x Tristan[/color]
Montado em seu cavalo de batalha, o general Bekaen observava a batalha bem abaixo, na passagem entre as montanhas chamada Passo dos Jorens. Como era o plano, as forças do Marechal Technomancer haviam surpreendido os invasores huebrianos e os divido em duas partes. Em parte pelo poder superior, em parte pela desorganização dos huebrianos e em parte pela surpresa. As perdas inimigas eram grandes mas à medida que a surpresa havia sumido os poucos oficiais competentes entre os huebrianos finalmente estavam colocando ordem em suas fileiras e forçavam os tristanianos a recuar. Mas cercados por ambos os lados, eles só podiam diminuir o tamanho de sua área.
Finalmente veio o TUtuuuuummmmm dos chifres de wyvern de Technomancer. Os arqueiros habilmente escondidos nas encostas deveriam disparar sobre os huebrianos e dar espaço para as tropas tristanianas passarem para a próxima parte do plano de batalha. Por um momento Bekaen se lembrou de quantas vezes lutou lado a lado com Technomancer. Como o velho marechal havia salvo sua vida incontáveis vezes e o ensinado tudo sobre tática e se sentiu triste pelo que aconteceria em seguida. Mas era tarde para mudar os planos. Uma chuva de flechas cortou os céus do desfiladeiro, mas seu alvo não eram os invasores huebrianos. Os arqueiros (todos habilmente escolhidos por Bekaen) lançaram sua chuva de setas mortais contra a posição do Marechal.
Antes que entendessem o que acontecia, os guerreiros de Technomancer eram mortos ou feridos às dúzias. Não fossem só as flechas, os huebrianos aproveitaram as brechas na parede de defesa dos Taranos e atacavam pela lateral os pesados guerreiros, outros entravam e atacavam os magos e entravam em luta contra os guerreiros leves. Outra chuva de flechas e mais da metade dos guerreiros tristanianos jazia morta. Como formigas, os huebrianos avançavam rumo ao Marechal e os poucos sobreviventes da traição de Bekaen...
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[color="#FF0000"][size="5"]Capital de Tristram[/size][/color]
Raven, após alguns dias, percebeu que era mais fácil se alimentar, locomover e observar, em forma de corvo.
Certo dia, uns garotos nobres brincavam perto de onde ele estava empoleirado e, em um momento de distração dele, um dos garotos acertou-lhe uma pedrada bem na cabeça, desacordando-o.
Uma menina, também com vestes nobres, que observava tudo, correu em seu socorro.
Mal sabe Raven que estava sendo cuidado pela filha do Marechal Technomancer, não que para ele, em sua ignorância, isso significasse alguma coisa.
[right] ![[Imagem: cwOGf8A.png]](http://i.imgur.com/cwOGf8A.png) [/right]
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10-05-2013, 09:40 AM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 10-05-2013, 09:42 AM por Góris.)
[color="#FF0000"][size="4"]Passo dos Jorens, Montes Kaoz[/size]
Fronteira Hue Huebria x Tristan[/color]
Sentado em seu cavalo de batalha, o General Bekaen observava enquanto as fileiras de seu povo logo abaixo, no Passo dos Jorens, iam sendo ceifadas às dezenas. Pesados taranos em armaduras e escudos de aço, ágeis e habilidosos singulari, experientes e estudados guerreiros arcanos, pesados cavaleiros e ágeis dragões e sidereas de mira letal, todos corajosos e leais guerreiros de Tristan, sacrificados pelo bem maior do reino. Era essa sua desculpa para si mesmo. Bekaen puxou as rédeas de seu cavalo, ele já havia visto demais. Ao se virar, ele percebeu que não estava sozinho. Uma bela mulher montada, tão branca que quase se confundia com as neves da montanha sorria.
"-[color="#2F4F4F"]Parabéns, Gen...Marechal Bekaen. Um passarinho me contou que, após o luto pela morte de seu herói, o rei escolherá logo outro marechal. Tudo está... Idealizado para que seja você o escolhido.[/color]"
Bekaen nada disse, apenas aproximou-se da mulher e quando os cavalos estavam lado a lado a beijou. Naquele momento, ele sentiu como se tivesse trocado sua alma por um beijo e duas insignias de ouro nos ombros. Mas não havia mais retorno.
Enquanto isso, de 5 centenas, apenas 50 guerreiros feridos e acuados estavam ao redor do Marechal Technomancer. Ferido mortalmente e sem cléricos para curá-lo, Technomancer entregou dois pergaminhos a um de seus capitães, Gawayne, dos dragões. Um deles era um recado para o rei relatando a traição. Com ele ia a insígnia de Marechal, para ser entregue a alguém merecedor. O outro pergaminho deveria ser entregue à sua esposa em Tristan. Com ela ia o anel de casamento de Technomancer. Entregue os pergaminhos, Technomancer fechou os olhos e nunca mais os abriu nesta vida.
Gawayne chamou os últimos 4 guerreiros montados para acompanhá-lo na fuga do campo de batalha e entre estes últimos sobreviventes, Góris!
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Yavanna, a filha do marechal, é uma menina ruiva, de seus 8 anos de idade. Linda, meiga e caridosa, ela é sempre excluída do grupo das crianças nobres que brincam na acrópole por causa de uma grande marca escura de nascença que possui bem no meio do rosto.
uma criança solitária ela vê no corvo, que rapidamente se recuperou, um amigo.
estranhamente, ele não vai embora.
Ela não o tentou aprisionar, ela mantém as janelas abertas, mas ele fica ali, empoleirado, fitando-a
Raven está confuso.
em toda a sua observação dos humanos, ele apenas havia visto hostilidade: pessoas gritando, correndo atrás umas das outras, um caos total. Algo no olhar dessa menina, contudo, o atingia como profundamente bom e pacífico - Quem seria esse filhote de humano, tão diferente dos outros?
após alguns minutos, a menina começou a conversar com Raven, despretensiosamente, como uma criança conversa com seus brinquedos... acontece que raven começou a mimetizar suas palavras.
A menina tomou um susto que quase a derrubou. Um corvo que fala?! se não fala por conta própria, repete suas palavras mas ainda assim era impressionante! Ela experimentou ensiná-lo o nome de alguns objetos:
-mesa
-MESA
-baú
-BAÚ
e então palavras um pouco mais complexas
-candelabro
-CANDELABRO
-penteadeira
-PENTEADEIRA
ela dizia enquanto apontava para os objetos e ele repetia indefectivelmente.
de repente, a menina quis tentar algo...
ela apontou para um objeto que ela já havia "ensinado" para o corvo sem dizer nada, e acenou com a cabeça.
ele disse o nome corretamente.
O que isso significava? O corvo realmente estava APRENDENDO aquelas palavras?
Como isso seria possível?
[right] ![[Imagem: cwOGf8A.png]](http://i.imgur.com/cwOGf8A.png) [/right]
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10-11-2013, 07:17 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 10-11-2013, 07:19 PM por FocusFire.)
Depois de um dia desgastante de trabalho Focus resolveu ir até um bar da cidade tomar alguma coisa e aliviar o estresse.
Como Focus não tinha amigos, ele escutava as conversas alheias, não por ser curioso mas sim para se manter atualizado. Justamente nesse dia 3 homens de boa aparência conversavam sobre a guerra entre os huebrianos e os tristanianos (já que o reino de Agron era pacato e sem graças as pessoas achavam mais interessantes comentar sobre os acontecimentos além das fronteiras). Conversa vai, conversa vem, um os homens comenta sobre a morte do Marechal Technomancer (as noticias se espalhavam rapidamente, o povo de Agron tinha a fama de ser bem informado), eis que Focus da um pulo da cadeira onde estava sentado e vai em direção a mesa onde estavam os 3 homens. Ele que não era bom com as palavras chega grosseiramente na mesa do senhores e pergunta com um tom que raiva que tal história era aquela. Os homens mesmo sendo educados não dão ouvidos ao o que Focus perguntou e por um instante os 3 ficam calados. O silêncio só é quebrado quando Focus dá um grito - "Respondeeeee" - e pega um deles pela garganta. Rapidamente os outros dois homens se levantam e mostram ser excelentes lutadores.
Depois de uma briga feia de bar Focus está cheio de hematomas e decide que é hora de voltar para Tristan...
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Tristan
Capital do Reino
Naquela tarde, Raven encontrou uma Yavanna diferente, com roupas coloridas, com brilhos e adornos bonitos, mas ele sentia que aquela roupa mais prendia sua amiga que tudo. Ainda assim ela estava feliz. Assim que o viu, ela sorriu e disse palavras estranhas e rápidas, ele não entendia muito bem, mas algo como soldados de papai voltaram e algo como papai vai chegar, tenho de estar bonita e outras tantas coisas que ele sentiu que esse "papai" era algo bom. Talvez algo bom de comer?
Eles estavam no grande jardim quando viram, pelas grades, uma bela carruagem chegar no portão de entrada da casa. A alegria da menina era imensa e o corvo se espantou dela não rasgar aquelas roupas apertadas de nobre e sair correndo. Ele sabia como eram aquelas caixas de madeira com gente dentro e esperou o tal papai sair...
Um homem alto e de barba negra curta saiu. Se aquele homem era o [iPapai[/i], Raven ficou decepcionado. Pior, os sentidos do corvo lhe diziam que aquele homem possuia o espírito cruel e covarde das hienas. Dois soldados o acompanhavam enquanto ele entrava pelo portão. A alegre tensão em sua amiga havia sumido. Havia curiosidade e medo em Yavanna. E quando, em lágrimas, uma das amas da menina a veio buscar para falar com sua mãe, Raven sentiu uma tristeza enorme na menina. O que teria acontecido?
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